"Não somos influenciados", diz chefe de arbitragem da Fifa
Diretor de arbitragem defendeu independência dos juízes e negou influência do presidente Gianni Infantino
O diretor de arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina (foto), negou as acusações de que o futebol estaria sendo influenciado "por alguém".
Em entrevista ao site oficial da instituição, o ex-árbitro italiano afirmou que críticas às decisões dos juízes fazem parte do esporte, mas rejeitou teorias de interferência externa na arbitragem.
"É claro que discussões construtivas sobre as decisões sempre farão parte do futebol, mas acusações infundadas não têm lugar no nosso esporte. Ninguém pode questionar a integridade dos árbitros da Copa do Mundo da FIFA. Quando isso acontece, pode provocar reações que levam a ameaças contra eles e suas famílias. Isso não está certo."
Collina também negou que a arbitragem da FIFA seja influenciada pelo presidente da entidade, Gianni Infantino.
"Da mesma forma, ninguém pode afirmar que a arbitragem da FIFA seja influenciada por alguém, nem mesmo pelo presidente da FIFA [Gianni Infantino]. Ele sempre demonstrou total apoio à Equipe Um da FIFA, confiando em nossa completa independência. Os árbitros tomam decisões honestas e, assim como jogadores e técnicos, sempre se esforçam ao máximo", disse.
Argentina x Egito
Um dos lances mais polêmicos desta Copa do Mundo ocorreu na partida entre Argentina e Egito.
Quando o placar estava 2 a 0, a arbitragem anulou um gol da seleção egípcia após um pisão no pé do zagueiro Lisandro Martínez no início da jogada.
Embora a infração tenha ocorrido, houve questionamentos sobre se o mesmo critério seria aplicado em uma situação inversa.
"Acreditamos que falta é falta. Independentemente de a falta parecer "óbvia" ou não, se o árbitro não a viu em campo, o VAR pode intervir", disse Collina.
Alguns jogadores do Egito e o técnico Hossam Hassan chegaram a sugerir que a FIFA estaria favorecendo a Argentina e o atacante Lionel Messi.
Durante a Copa, a arbitragem deixou de punir Messi com um cartão vermelho ou amarelo após um pisão na panturrilha de um jogador da Argélia.
Dois pesos, duas medidas
Outro episódio que gerou críticas durante o Mundial foi a anulação da suspensão do atacante americano Folarin Balogun, que pôde disputar a partida contra a Bélgica pelas oitavas de final.
O jogador havia sido expulso contra a Bósnia na fase de 16 avos de final, mas teve a punição revista e ficou disponível para a sequência da competição.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter intercedido em favor do atleta junto à FIFA, levantando questionamentos sobre uma possível influência externa na decisão.
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