Espriella suspende transição e acusa Petro de planejar golpe na Colômbia
Presidente eleito pede a militares que cumpram a Constituição e que não sigam ordens do atual mandatário
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, acusou o presidente Gustavo Petro de tentar promover um golpe de Estado para permanecer no poder.
O mandato de Petro termina em 7 de agosto.
Em vídeo divulgado no X, Espriella instou as Forças Armadas a cumprirem o juramento constitucional e a não acatarem ordens que impeçam a transferência de poder.
"Petro e Cepeda iniciaram seu Plano B para permanecer no poder a todo custo. E querem fazer isso por meio de um golpe de Estado", disse.
Transição suspensa
Mais cedo, Espriella já havia suspendido a transição que fazia com o "governo corrupto que encerra seu mandato".
A determinação foi dirigida ao vice-presidente eleito, José Manuel Restrepo, responsável por conduzir as negociações com o governo atual.
"Acabo de dar instruções ao senhor vice-presidente eleito da República para que suspenda de maneira imediata o processo de transição com o governo corrupto que encerra seu mandato, um governo que, com suas decisões e sua conduta, pretende destruir a Colômbia. Meu dever é proteger os interesses da Nação e garantir uma transição séria, transparente e a serviço dos colombianos, nunca legitimar o desastre nem o desrespeito à ordem constitucional. Ao longo da manhã, me dirigirei à Nação por meio de minhas redes sociais para explicar a todos os colombianos as razões desta decisão e as medidas que adotarei imediatamente", escreveu nas redes sociais.
A decisão foi tomada após Petro questionar a legitimidade da vitória eleitoral de De la Espriella e sugerir que o pleito foi fraudado.
Em uma publicação nas redes sociais, o presidente chegou a afirmar que "Abelardo não venceu as eleições".
Já o candidato derrotado, Iván Cepeda, prometeu liderar uma campanha de "desobediência civil pacífica" contra o próximo governo.
A equipe de De la Espriella, por sua vez, defende que o processo de transição também sirva como uma auditoria para verificar as condições em que Petro entregará o país.
Durante a campanha, De la Espriella chegou a declarar que estaria disposto a extraditar Petro.
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