Eduardo Bolsonaro exalta "confiança" de Neymar
Ex-deputado afirmou que o Brasil precisa de jogadores "menos politicamente corretos"
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) exaltou a "confiança" do atacante Neymar Jr. na cobrança do pênalti contra a Noruega, no domingo, 5.
Naquele momento, o Brasil perdia por 2 a 0 quando o goleiro norueguês Ørjan Nyland disse a Neymar que a bola iria na trave.
O camisa 10, então, respondeu perguntando em qual canto o goleiro gostaria que ele cobrasse.
"Esse foi o momento que permitiu ao Brasil ao menos sair de cabeça erguida do jogo contra a… Noruega…", escreveu Eduardo.
"Menos politicamente correto"
A atitude de Neymar dividiu opiniões nas redes sociais.
Alguns comentaristas esportivos classificaram o comportamento como "arrogante" e afirmaram que o atacante deveria apenas ter feito a cobrança.
Eduardo, no entanto, saiu em defesa do jogador e afirmou que o Brasil precisa de atletas "menos politicamente corretos".
Segundo o ex-parlamentar, a seleção sente saudades dos craques antigos.
"Não é arrogância, é CONFIANÇA. O goleiro tentou desestabilizar o Neymar, menosprezar, e Neymar respondeu a altura. Tirou onda. Era disso que o Brasil precisava, mais agressividade, mais homem, menos politicamente correto para respeitar a… Noruega, que nunca havia passado de uma oitavas-de-final - até ontem. A galera sente falta não só do talento dos 4 R’s, Kaka, Adriano, Romário, Bebeto e cia., mas também do natural terror psicológico que eles impunham aos adversários, ao se mostrarem confortáveis dentro e fora de campo, ao demonstrar CONFIANÇA, não respeito ao adversário."
A "sina do 13"
No domingo, 5, Eduardo aproveitou a eliminação do Brasil na Copa do Mundo para provocar Lula.
"Desde que Lula chegou ao poder o Brasil não ganhou mais nenhuma copa", disse o filho 03 de Jair Bolsonaro em seu perfil no X após a derrota da Seleção brasileira por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final do torneio.
Quando Lula foi eleito presidente pela primeira vez, em 2002, o Brasil tinha acabado de ser pentacampeão, na Copa da Coreia do Sul e do Japão, e não ganhou mais títulos mundiais desde então.
Assim como tinha ocorrido na vitória do Brasil sobre o Japão de virada nesta Copa, os bolsonaristas encontraram motivos numéricos para explicar a eliminação da Seleção no domingo, 5.
O pênalti perdido por Bruno Guimarães no primeiro tempo foi cobrado aos 13 minutos. O número do PT já tinha aparecido mal quando o lateral-direito Danilo errou o passe que desembocou no gol do Japão na partida da fase 16 avos de final.
Naquele jogo, quem marcou o gol da virada, que decretou a vitória do Brasil, foi Gabriel Martinelli, que leva nas costas o número 22, do PL de Bolsonaro, o que também foi explicado pelos opositores do governo Lula.
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