23% dos venezuelanos perderam amigo ou familiar no terremoto
Pesquisa da AtlasIntel também apurou como a população está avaliando a resposta do governo chavista comandado por Delcy Rodríguez
Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta, 3, aponta que 23% dos venezuelanos perderam um amigo ou familiar nos tremores de terra que aconteceram no dia 24 de junho.
Cerca de 18% dos venezuelanos diz ter alguém próximo que sofreu ferimentos.
O levantamento também tentou medir o impacto dos tremores na infraestrutura do país.
A moradia ou o prédio de 17% da população sofreu danos estruturais, enquanto para 7% foi destruída por completo.
Um em cada dez venezuelanos afirma que a infraestrutura de serviços de seu bairro foi prejudicada.
E 5% dos venezuelanos alegam ter perdido o emprego por causa do terremoto.
Delcy Rodríguez
A AtlasIntel também apurou como os venezuelanos estão vendo a ação do governo chavista, comandado por Delcy Rodríguez.
Aproximadamente dois terços (65,4%) dos venezuelanos desaprovam a resposta do governo venezuelano e das autoridades competentes diante do terremoto.
Cerca de 52% avaliam a resposta como "muito ruim" e outros 8,3% como "ruim".
As avaliações positivas (excelente/boa) chegam a 21,3% da população.
Cerca de dois terços da população (66%) diz não confiar em Delcy Rodríguez.
Vítimas do chavismo
A atuação da ditadura após o terremoto mostrou mais uma preocupação em preservar o regime do que em ajudar a população.
Agentes da Polícia Nacional Bolivariana e funcionários da agência federal de proteção civil tentaram impedir a atuação de equipes de outros países que ofereceram ajuda, remédios e alimentos. Depois, afirmaram que todas as doações deveriam ocorrer por meio do governo federal.
O objetivo foi evitar passar a mensagem de que o Estado perdeu o controle.
Três dias depois dos terremotos, funcionários do governo foram enviados para as ruas para grafitar mensagens de apoio ao governo nos muros que não caíram. "Chávez não é uma pessoa física. É uma cultura. Um caminho. Um plano", dizia uma das mensagens.
Delcy foi recebida sob vaias durante uma visita a uma das zonas mais afetadas pelos tremores. "Vocês não estão fazendo nada para o povo", disseram as pessoas.
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