Lula e Trump não se cumprimentam antes da 'foto de família' do G7
Os presidentes do Brasil e dos EUA estão em Évian-les-Bains, na França, para a reunião do G7
Os presidentes Lula, do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos, não se cumprimentaram antes nem depois da reunião de líderes para a 'foto de família' do G7, grupo que reúne as sete maiores economias do mundo.
O evento acontece em Évian-les-Bains, na França.
No registro em vídeo da fotografia, é possível ver o petista cumprimentando o presidente português António Costa, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer e o ditador egípcio, Abdel Fatah Al-Sisi.
Trump, por sua vez, conversou com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, antes de posar para a foto.
Após a fotografia, Lula conversava com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, quando Trump se retirou.
A expectativa é que Lula aproveite a agenda para convencer Trump a não aplicar novas tarifas sobre importações brasileiras.
O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) propôs, em 2 de junho, uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros por supostas práticas desleais na relação bilateral entre os dois países.
Um dia depois, o USTR propôs mais 12,5% de tarifas por não proibir nem coibir a importação de produtos feitos com regime de trabalho forçado.
As reclamações de Lula
Sem citar os EUA, Lula reclamou das medidas protecionistas adotadas por países ricos.
"O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias. Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas", disse o petista, em discurso.
Lula também falou sobre o combate ao crime organizado, defendendo o respeito à soberania dos países.
"Outros temas, como o combate aos crimes transnacionais, também devem fazer parte da agenda de desenvolvimento. Um deles é o desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço deve levar em conta o respeito à soberania dos Estados", disse Lula.
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