Segurança volta a ser a maior preocupação do eleitor, aponta Nexus
O item "segurança/violência/criminalidade" foi indicado como principal problema por 33% dos respondentes
A segurança pública deu um salto de seis pontos percentuais como principal preocupação do brasileiro, conforme pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 15.
O item "segurança/violência/criminalidade" era apontado como o maior problema do país por 25% dos entrevistados em 25 de maio.
Cerca de 20 dias depois, a segurança foi indicada como principal problema por 33% dos respondentes.
A preocupação com a corrupção, que estava em primeiro lugar na lista no mês passado, caiu de 28% para 23%.
Em segundo lugar em maio, o item saúde pública recuou de 27% para 25% no período.
Educação e classe política foram apontadas como principais problemas do Brasil por 15% dos entrevistados.
Preferência política
No cruzamento entre os dados sobre "preferência política para ser eleito" e "principais problemas do Brasil", a segurança pública foi a principal resposta dada por 34% dos eleitores de Lula, 34% dos eleitores de Flávio Bolsonaro ou "algum outro candidato indicado por Jair Bolsonaro" e 30% dos entrevistados que irão votar em um candidato que não seja apoiado nem por Lula nem por Bolsonaro.
Os respondentes bolsonaristas se mostraram igualmente preocupados com a corrupção, com 34% dos apontamentos.
A pesquisa
A Nexus ouviu 2.017 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre 12 e 14 de junho.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06645/2026.
Segurança pública mobiliza eleitor — da esquerda à direita
Se há um tema que mobiliza a atenção dos brasileiros, é o da (in)segurança pública. Pesquisa mostra que quase a totalidade dos brasileiros — 96,2% — afirma sentir algum tipo de medo relacionado à criminalidade, seja de golpes digitais, roubos à mão armada ou violência letal.
O dado, extraído do relatório “Medo do Crime e Eleições 2026”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), publicado no início de maio, integra um conjunto de evidências que posicionam a insegurança pública como a principal preocupação do eleitorado nacional — uma convergência rara em um país marcado por divisões políticas profundas.
Pesquisa do Instituto Sou da Paz, publicada em 18 de maio, também indica que a maioria dos brasileiros tende a apoiar medidas associadas ao fortalecimento das instituições e da capacidade estatal, em detrimento de respostas exclusivamente punitivas ou armamentistas.
Segundo o levantamento, a frase “bandido bom é bandido morto”, recorrente no discurso público de certos grupos, tem adesão de 20% dos entrevistados. Em contrapartida, 73% defendem que criminosos devem ser julgados e presos. Entre as prioridades apontadas, 55% acreditam que o país precisa aplicar corretamente as leis já existentes, percentual superior ao dos que defendem o aumento das penas, citado por 39%.
A pesquisa do Instituto Sou da Paz também registra amplo apoio a medidas de controle e aprimoramento das forças de segurança: 82% são favoráveis ao uso de câmeras corporais por policiais, e 65% defendem uma polícia “melhor e mais preparada”.
Sobre o armamento civil, 77% acreditam que armas adquiridas legalmente podem chegar ao mercado ilegal, e 73% avaliam que mais armas em circulação tendem a ampliar a violência.
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