Rubio anuncia sanções contra estatal de energia de Cuba
Secretário de Estado dos EUA acusa regime cubano de usar setor energético para beneficiar "elite comunista"
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou nesta quinta, 11, a aplicação de sanção contra a Unión Cuba-Petróleo (CUPET), a empresa estatal de energia de Cuba.
Em postagem no X, Rubio afirmou que as “elites comunistas” de Cuba transformaram o setor energético em uma ferramenta de controle social e de enriquecimento da cúpula do regime.
Filho de imigrantes cubanos, o secretário acusou o governo da ilha de priorizar interesses políticos e privilégios da elite enquanto a população enfrenta sucessivos apagões e escassez de combustível.
"Hoje, estou sancionando a empresa estatal de energia de Cuba, Unión Cuba-Petróleo (CUPET), sob a EO 14404 do Presidente Trump. As elites comunistas de Cuba têm transformado a energia em uma arma como ferramenta de controle social e lucro cleptocrático. Por décadas, o regime roubou e acumulou combustível disponível — usando-o para o jato particular dos Castros, as forças de serviços de segurança usadas para reprimir o povo cubano, para manter hotéis turísticos vazios iluminados, e para transportar pessoas em ônibus para protestos falsos e encenações políticas — tudo isso enquanto o povo cubano sofreu blecautes e esperou semanas para encher seus carros."
"O presidente Trump quer um novo futuro para o povo cubano com maior liberdade e oportunidade econômica e política. Até lá, continuaremos a mirar na capacidade do regime comunista de alavancar seu comércio de energia para avançar sua agenda corrupta e reprimir violentamente o povo cubano", acrescentou.
Miguel Díaz-Canel
Na semana passada, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou novas sanções econômicas ao ditador cubano Miguel Díaz-Canel.
Também foram alvo de sanções Lis Cuesta, sua esposa, Manuel Anido Cuesta, seu enteado, e Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, e Raúl Alejandro Castro Calis, neto do irmão de Fidel Castro.
A decisão do governo americano implica no bloqueio de bens e propriedades que o ditador cubano e os demais alvos de sanções possam ter sob a jurisdição dos EUA.
Ela também envolve a proibição de transações com cidadãos e empresas dos EUA.
Por causa da repressão aos protestos de 2021, Diaz-Canel recebeu sanções em 2025.
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