Mendonça proíbe contato entre Ciro Nogueira e o irmão
Raimundo Neto é apontado como “agente de sustentação formal e operacional da estrutura empresarial vinculada ao núcleo familiar do senador Ciro Nogueira” no esquema do Banco Master
Ao autorizar a quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira, 7, pela Polícia Federal, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, proibiu o contato entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI, foto) e seu irmão Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima.
Ambos são investigados por envolvimento no caso Master.
Ciro Nogueira é suspeito de ter recebido recursos do banco de Daniel Vorcaro para apresentar um ‘jabuti’ na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de autonomia do Banco Central.
Raimundo Neto é apontado como “agente de sustentação formal e operacional da estrutura empresarial vinculada ao núcleo familiar do senador Ciro Nogueira” no esquema.
"Em relação ao investigado CIRO NOGUEIRA LIMA FILHO, DETERMINO a proibição de manter contato, por qualquer meio (inclusive telefônico ou telemático), com testemunhas ou demais investigados na Operação Compliance Zero (art. 319, III, do CPP).
Em relação ao investigado RAIMUNDO NETO E SILVA NOGUEIRA LIMA, DETERMINO: (i) a proibição de manter contato, por qualquer meio (inclusive telefônico ou telemático), com testemunhas ou demais investigados na Operação Compliance Zero (art. 319, III, do CPP); (ii) a proibição de ausentar-se do município de sua residência e do País, com entrega do passaporte na Polícia Federal no prazo de 48 horas, em razão das circunstâncias do caso concreto, o que deve ser comprovado nos autos (art. 319, IV, e 320 do CPP); (iii) a monitoração eletrônica por meio de tornozeleira como forma de assegurar o cumprimento das medidas impostas (art. 319, IX, do CPP)."
Mesada
Segundo a Polícia Federal, Vorcaro bancou uma mesada de pelo menos 300 mil reais ao presidente nacional do PP, além de despesas pessoais, como hotéis de luxo, e até gastos no cartão de crédito.
Os pagamentos teriam resultado na apresentação da “Emenda Master”, que tinha por objetivo aumentar o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e proteger o negócio fraudulento do banco.
Com potencial de provocar uma "verdadeira ‘hecatombe’ no mercado", a emenda nº 11 à PEC 65/2023 foi elaborada pela assessoria do Banco Master.
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