Irã não participará da Copa do Mundo, diz ministro
Anúncio ocorre em meio à guerra contra os Estados Unidos e Israel e após a eliminação do aiatolá Ali Khamenei; Seleção feminina vive dilema
O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou nesta quarta-feira, 11, que o país não disputará a Copa do Mundo da FIFA de 2026.
O torneio será sediado por Estados Unidos, México e Canadá.
"Considerando que este regime corrupto [os EUA] assassinou o nosso líder [aiatolá Ali Khamenei], sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo", disse Donyamali à TV estatal.
Nos últimos dias, o presidente da Federação de Futebol da República Islâmica do Irã, Mehdi Taj, já havia colocado em dúvida a participação da seleção iraniana no torneio.
"Se durante a Copa do Mundo estiver assim, quem em sã consciência enviara sua seleção para um lugar desses", afirmou.
FIFA
Já o presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse que o presidente americano, Donald Trump, "reiterou que a seleção iraniana é bem-vinda" aos Estados Unidos.
O Irã está no Grupo G com Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Os jogos da seleção iraniana estão previstos para acontecer nos EUA: dois em Los Angeles e um em Seattle.
Seleção feminina e o hino
As jogadoras da seleção feminina do Irã enfrentam um problema paralelo.
No início do mês, elas se recusaram a cantar o hino nacional durante uma partida da Copa da Ásia realizada na Austrália.
A iniciativa foi um protesto contra a brutalidade promovida pelo regime iraniano.
Com medo de represálias ao retornar ao país, algumas atletas solicitaram asilo ao governo australiano e permanecem no território.
Outras decidiram voltar.
Asilo político
Segundo o ministro do Interior da Austrália, Tony Burke, as jogadoras também perguntaram às autoridades locais sobre a possibilidade de ajudar familiares a deixar o Irã.
“Quando alguém se torna residente permanente, existem direitos para patrocinar a vinda de familiares. Mas isso só se torna relevante se essas pessoas conseguirem sair do Irã primeiro”, explicou.
O gabinete do procurador-geral do Irã afirmou na terça-feira que os membros restantes da equipe foram convidados a voltar ao país “com paz e confiança”.
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