Maduro financiou campanha de candidata derrotada no Equador?
MP investiga suposto envio de “dinheiro ilícito” do regime venezuelano durante as eleições de 2023
O Ministério Público do Equador investiga um suposto financiamento da ditadura venezuelana à campanha presidencial de Luisa González, derrotada por Daniel Noboa nas eleições de 2023.
De acordo com o órgão, "presume-se que entrava dinheiro ilícito (em espécie) da Venezuela para financiar a campanha presidencial de 2023".
À época, o regime chavista era comandado pelo ditador Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos.
No pleito em que acabou derrotada, Luisa obteve 48% dos votos válidos.
As autoridades revistaram a casa da política nesta quarta, 28, e o MP divulgou uma imagem na qual ela aparece de pijama e com o rosto borrado.
Dinheiro da PDVSA?
O presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou que o país já teve “campanhas políticas financiadas pelo regime de Maduro”.
De acordo com Noboa, os recursos em dinheiro vivo teriam origem na estatal petrolífera venezuelana PDVSA.
Não é novidade
Sob o regime de Hugo Chávez, a Venezuela adotou uma política de expansão do "socialismo do século XXI".
Essa estratégia consistia em apoio financeiro às campanhas de esquerda na América Latina.
Por meio da petrolífera PDVSA, Chávez enviava dinheiro em espécie por intermediários a campanha de aliados.
Na Argentina, o caso mais famoso envolve a “maleta de Antonini Wilson” (2007), com US$ 800 mil apreendidos, supostamente destinados à campanha de Cristina Kirchner.
Segundo os EUA, o dinheiro era de origem venezuelana.
Já na Bolívia, Chávez manteve apoio ao cocaleiro Evo Morales.
"Dinheiro sujo"
Em outubro do ano passado, o ex-secretário assistente para o Financiamento do Terrorismo do Departamento Tesouro dos Estados Unidos, Marshall Billingslea, acusou a ditadura venezuelana de utilizar “dinheiro sujo e corrupto” para financiar campanhas políticas de esquerda na América Latina.
Durante audiência do Comitê do Senado sobre Controle Internacional de Narcóticos, Billingslea citou o suposto financiamento da campanha do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e afirmou que o regime chavista canalizou recursos ilícitos para o Brasil e México.
"O regime que espalhou o socialismo na América Latina é o venezuelano. É o dinheiro sujo e corrupto da Venezuela que financiou a campanha de [Gustavo] Petro [presidente da Colômbia]. Eles canalizaram dinheiro para o México e o Brasil.
Com a democracia na Venezuela, acaba o dinheiro para campanhas socialistas na região, receitas de petróleo para Cuba e apoio à Nicarágua. Esquecemos o que Ortega está fazendo com o povo de Nicarágua, é uma tragédia”, disse.
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