Crusoé
29.08.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Poder
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram
Edição Semana 388

Reféns do Hamas

Israel perde apoio internacional ao enfrentar um inimigo malicioso na tentativa de impedir a repetição das atrocidades cometidas há dois anos

avatar
Rodolfo Borges
6 minutos de leitura 07.10.2025 00:01 comentários 1
Reféns do Hamas
Foto: Ley Felipe/ONU
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu foi o único chefe de Estado vaiado ao se dirigir ao púlpito para discursar na Assembleia Geral da ONU deste ano, em 26 de setembro.

O comportamento dos diplomatas que se retiraram da plenária, para boicotar o representante de Israel em protesto contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, contrasta com sua deferência ao presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que discursou sem qualquer reprimenda mesmo que seu país carregue um vasto histórico de desrespeito aos direitos humanos de sua própria população.

O Irã, aliás, patrocina os grupos terroristas Hamas e Hezbollah, responsáveis por ataques periódicos ao território israelense. O grupo que comanda Gaza cometeu em 7 de outubro de 2023 o pior massacre de judeus desde o Holocausto, mas as primeiras manifestações de rua no Ocidente deflagradas após os atos terroristas daquele dia foram dirigidas contra Israel, e não contra o Hamas.

"Foram relatados vários estupros e violência sexual no massacre do [festival de música] Nova, de homens e mulheres. Múltiplas testemunhas e alguns dos agentes de resposta confirmaram que alguns dos mortos e dos sobreviventes foram estuprados por gangues de terroristas naquela manhã, mas, ao mesmo tempo, e de forma previsível, logo surgiram tentativas de negar que isso tenha ocorrido. Muitas pessoas no Ocidente que passaram os últimos anos dizendo 'acredite em todas as mulheres' não acreditaram nas mulheres que disseram que tinham sido violadas naquela manhã", diz Douglas Murray em On Democracies and Death Cults (Broadside Books), o relato mais completo sobre a reação ocidental ao massacre de 7 de outubro de 2023 já publicado.

Proporcionalidade

O jornalista britânico passa boa parte do livro tentando entender como o Estado que reagiu a um ataque deliberado e covarde contra civis — os terroristas não pouparam nem idosos ou bebês — se tornou instantaneamente o vilão da história para grande parte da intelectualidade ocidental, antes mesmo do início da tão criticada reação militar contra alvos militares camuflados em zonas civis.

"É dizer o óbvio, claro, mas precisa ser dito que todas as guerras têm ao menos dois lados. Isso não significa, como muitos jornalistas ocidentais parecem acreditar, que esses lados são moralmente equivalentes, da mesma forma que não são militarmente iguais. Um lado começa uma guerra e o outro responde, ainda que possa ser debatido quem começou. Mas é em meio à bagunça da resposta que os repórteres se perdem. Se eles cobrem o soco, devem também cobrir o contra-soco, e se o contra-soco é visto como excessivo ou mesmo carregue seus próprios horrores, então é perfeitamente possível que você mesmo se perca [na tentativa de compreender]", diz Murray, destacando que Israel é confrontado, quase que exclusivamente, com a ideia de proporcionalidade a cada reação contra seus agressores.

"É um conceito curioso, que ganhou proeminência quase que apenas em conflitos envolvendo Israel. Por anos, sempre que Israel respondeu a um ataque ao seu povo, a mídia do mundo caiu em um debate sobre proporcionalidade. Em contraste, é raro ouvir uma discussão sobre se a resposta ucraniana à agressão da Rússia é proporcional ou não, ou se a reação do Ocidente ao Estado Islâmico no Iraque foi proporcional ou não. Não há lei de guerra que diz que você pode iniciar um conflito e, depois, reclamar quando você começa a perdê-lo, e não há guerras na história da humanidade em que a resposta à agressão pode ser exatamente calibrada para igualar a agressão original", segue Murray.

O que é proporcional?

Qual seria a reação proporcional aos atos cometidos pelos terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023? Invadir uma festa de música em Gaza? Estuprar o mesmo número de mulheres? Matar exatamente 1.200 pessoas e sequestrar outras 251? Transmitir as mortes ao vivo nas redes sociais?

O que Israel tenta fazer até hoje é impedir que as atrocidades cometidas há dois anos em seu território se repitam. A principal dificuldade está em lidar com um inimigo que não comungam dos mesmos valores, e nem sequer segue as mais básicas regras de guerra, como a tentativa de preservar as vidas de civis — sem mencionar o fato do que seu principal objetivo declarado é acabar com Israel.

O Hamas trata qualquer israelense como alvo militar, mesmo crianças e mulheres com mais de 80 anos, sob o pretexto de que esses civis foram ou serão soldados em algum momento. Já os cidadãos que os terroristas dizem representar na Faixa de Gaza são tratados como mártires, e suas mortes são celebradas ao mesmo tempo em que são usadas para constranger o oponente internacionalmente.

Mesmo sob essa lógica macabra, parte da comunidade internacional explora até imagens fabricadas de sofrimento em Gaza, o que leva Murray a tocar em seu livro no tema do antissemitismo.

Antissemitismo

"O antissemitismo é sempre um meio e não um fim; é uma medida das contradições ainda a serem resolvidas. É um espelho das falhas dos indivíduos, das estruturas sociais e dos sistemas estatais. Diga-me do que você acusa os judeus — eu lhe direi do que você é culpado", diz Vasily Grossman em seu clássico Life and Fate, citado pelo jornalista inglês.

Murray chama a atenção para Hajj Amin al-Husayni, o Grande Mufti de Jerusalém, que colaborou com o regime nazista de Adolf Hitler contra a presença dos judeus no Oriente Médio.

Al-Husayni foi um dos poucos colaboradores do nazismo que escapou de julgamento e "voltou para seu país natal em triunfo, como um herói", como descreve o autor de On Democracies and Death Cults. Para Murray, foi a influência de Al-Husayni que transformou o Oriente Médio na única região do mundo onde o antissemitismo nazista não é visto como uma ideologia tóxica e perdedora.

Hoje, o Hamas amarga derrota atrás de derrota no conflito deflagrado pelos ataques terroristas de 2023, e, apesar de ter perdido boa parte das lideranças, aumentou a rejeição a Israel no mundo todo, por se esconder atrás da própria população após semear o terror de forma deliberada e até orgulhosa.

Esse é o preço que a única democracia do Oriente Médio paga para continuar existindo: mesmo quando consegue subjugar seus inimigos, sempre se esforçando ao máximo para respeitar os códigos de guerra — porque tem contas a prestar —, o Estado de Israel é cinicamente constrangido por quem não dá o mínimo valor para a vida e, ainda assim, consegue convencer muita gente do contrário.

Leia a íntegra da edição especial

Diários

Influenciadores se derramam por Augusto Cury

João Pedro Farah Visualizar

Quem vai julgar Roberta Luchsinger?

Duda Teixeira Visualizar

Tabata usa Renan como escada para defender o Pé-de-Meia

Redação Crusoé Visualizar

62% dos que conhecem Renan Santos o rejeitam

Duda Teixeira Visualizar

Lula só endurece se for para contar mentira

Duda Teixeira Visualizar

Moro sustenta ampla vantagem no 2º turno, indica Realtime

Redação Crusoé Visualizar

Mais Lidas

62% dos que conhecem Renan Santos o rejeitam

62% dos que conhecem Renan Santos o rejeitam

Visualizar notícia
A conta que não fecha

A conta que não fecha

Visualizar notícia
Até onde vai Renan Santos?

Até onde vai Renan Santos?

Visualizar notícia
Crise de crédito: o longo prazo está chegando

Crise de crédito: o longo prazo está chegando

Visualizar notícia
Influenciadores se derramam por Augusto Cury

Influenciadores se derramam por Augusto Cury

Visualizar notícia
Lindsay Clancy e o lado sombrio do pós-parto

Lindsay Clancy e o lado sombrio do pós-parto

Visualizar notícia
Lula quer um “Desenrola” para o futebol

Lula quer um “Desenrola” para o futebol

Visualizar notícia
Lula só endurece se for para contar mentira

Lula só endurece se for para contar mentira

Visualizar notícia
Quem vai julgar Roberta Luchsinger?

Quem vai julgar Roberta Luchsinger?

Visualizar notícia
Renan Santos explica tatuagem e detalha sua fé cristã

Renan Santos explica tatuagem e detalha sua fé cristã

Visualizar notícia

Tags relacionadas

antissemitismo

Douglas Murray

Hamas

Israel

< Notícia Anterior

A cartada da isenção do IR

03.10.2025 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Virada no Lulômetro

10.10.2025 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

Rodolfo Borges

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (1)

ISABELLE ALÉSSIO

2025-10-07 04:51:05

Gostei ! 👏🏻


Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (1)

ISABELLE ALÉSSIO

2025-10-07 04:51:05

Gostei ! 👏🏻



Notícias relacionadas

Crise de crédito: o longo prazo está chegando

Crise de crédito: o longo prazo está chegando

Roberto Ellery
28.08.2026 03:30 5 minutos de leitura
Visualizar notícia
A conta que não fecha

A conta que não fecha

Guilherme Resck
28.08.2026 03:30 6 minutos de leitura
Visualizar notícia
Cartas a um jovem Mourinho

Cartas a um jovem Mourinho

Rodolfo Borges
28.08.2026 03:30 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
O próximo passo de Renan

O próximo passo de Renan

Roberto Reis
28.08.2026 03:30 8 minutos de leitura
Visualizar notícia

Variedades

Ver mais

Tijolão de volta? Nokia retoma celular antigo e aparelho servirá até como carregador

Tijolão de volta? Nokia retoma celular antigo e aparelho servirá até como carregador

Visualizar notícia
Maior ponte suspensa do mundo liga dois continentes e custou cerca de R$ 14 bilhões

Maior ponte suspensa do mundo liga dois continentes e custou cerca de R$ 14 bilhões

Visualizar notícia
Uma nova era: Gemini receberá uma das maiores atualizações de sua história

Uma nova era: Gemini receberá uma das maiores atualizações de sua história

Visualizar notícia
Além de rodar jogos do PS3, celulares Android liberam novo recurso que encantou os saudosistas

Além de rodar jogos do PS3, celulares Android liberam novo recurso que encantou os saudosistas

Visualizar notícia
O valor milionário que o São Paulo terá que pagar se quiser demitir Dorival Júnior

O valor milionário que o São Paulo terá que pagar se quiser demitir Dorival Júnior

Visualizar notícia
Abel Ferreira já sabe quanto poderá investir para repor saída de joia da base do Palmeiras

Abel Ferreira já sabe quanto poderá investir para repor saída de joia da base do Palmeiras

Visualizar notícia

Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso