Dorival Júnior segue à frente do São Paulo, mas o clube terá de considerar o custo de mais de R$ 9 milhões se decidir demiti-lo.
O valor da rescisão equivale aos salários que o treinador receberia até dezembro e torna a permanência uma decisão financeira difícil para a diretoria.
Dorival Júnior e o custo financeiro para o São Paulo de uma demissão
Com apenas 14% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro, cresce entre os torcedores a pressão por uma mudança.
A derrota para a Chapecoense agravou a situação do time, mas a diretoria ainda não sinalizou nenhuma ação concreta.
O time caiu para 27 pontos e ficou apenas três acima do Mirassol, que ocupa a 17ª colocação e abre a zona de rebaixamento.
Essa proximidade reacendeu, entre os torcedores, o debate sobre a continuidade do técnico.
Trocar de treinador pesa nos cofres do São Paulo.
Dorival Júnior recebe aproximadamente R$ 2 milhões por mês, e uma eventual rescisão custaria pouco mais de R$ 9 milhões, valor referente aos salários até dezembro.
O custo da rescisão é uma barreira orçamentária para a diretoria, que enfrenta duas pressões: os resultados ruins aumentam a cobrança pela troca, mas a situação financeira torna a demissão uma medida de alto custo que poderia prejudicar outras áreas do clube.
Números que justificam a preocupação
Desde o retorno ao comando do São Paulo, Dorival disputou 11 partidas: perdeu cinco, empatou quatro e venceu duas, com aproveitamento geral de 30%.
No Campeonato Brasileiro, o desempenho é ainda pior: foram três empates e quatro derrotas, o que corresponde a 14% de aproveitamento.
As duas vitórias desta segunda passagem foram pela Copa Sul-Americana: 3 a 1 sobre o Bolívar e 2 a 0 contra o Boston River.
Nenhuma vitória saiu no Brasileirão, o que reforça a sensação de estagnação em uma competição na qual a luta contra o rebaixamento é o principal objetivo do momento.








