Rubio anuncia "fase final" no encerramento da USAID
Parte dos projetos continua em vigor sob supervisão do Departamento de Estado

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a Usaid, Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, está "oficialmente em fase de encerramento".
Ele destacou a atuação do diretor de Gabinete e Orçamento da Casa Branca, Russ Vought, para economizar "dezenas de bilhões de dólares" dos cofres públicos.
"Brinquei com o Presidente Trump que tinha quatro empregos. Ele me disse para dar um para meu amigo Russ Vought. E foi o que fiz. Desde janeiro, economizamos dezenas de bilhões de dólares para os contribuintes. E com um pequeno conjunto de programas essenciais transferidos para o Departamento de Estado, a USAID está oficialmente em fase de encerramento. Russ agora está no comando para supervisionar o encerramento de uma agência que há muito tempo saiu dos trilhos. Parabéns, Russ", publicou no X.
Em março, Rubio já havia anunciado o cancelamento de 82% dos programas da Usaid, alegando gastos excessivos de forma ineficiente.
Apesar das críticas, cerca de 18% dos projetos foi transferido para o Departamento de Estado.
No entanto, é difícil mensurar o desempenho desses programas no exterior.
A Usaid pode ser entendida como uma ferramenta de soft power, em que os americanos conquistam aliados pelo mundo, sem precisar usar a força militar.
A organização tem sido utilizada com esse fim tanto por governos do Partido Democrata quanto do Republicano.
O bilionário e ex-chefe do Departamento de Eficiência Governamental (Doge), Elon Musk, chegou a chamar a Usaid de "uma organização criminosa".
Lei de Controle de Represamentos
Rubio informou também a decisão de Donald Trump de usar a Lei de Controle de Represamentos para cancelar financiamentos de organizações internacionais.
A medida, segundo o secretário, cancelará US$ 2,7 milhões destinados a programas de "democracia inclusiva" na África do Sul, US$ 4 milhões para "conscientização LGBTQI+ global" e para o "Programa Global de Trabalho".
"Agora, pela primeira vez em 50 anos, o presidente está usando sua autoridade sob a Lei de Controle de Represamentos para implementar uma rescisão de bolso, cancelando US$ 5 bilhões em ajuda externa e financiamento de organizações internacionais, o que viola as prioridades do presidente, "América em Primeiro Lugar". Entre os itens cancelados estão US$ 2,7 milhões para programas de "democracia inclusiva" na África do Sul, US$ 4 milhões para "conscientização LGBTQI+ global" e para o "Programa Global de Trabalho".
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