Um jovem indiano tem chamado atenção nas redes sociais por causa de uma condição genética extremamente rara que faz com que grande parte de seu rosto seja coberta por pelos.
O caso é de Lalit Patidar, de 19 anos, que tem cerca de 95% da face coberta por fios, consequência de uma doença conhecida como hipertricose, popularmente chamada de “síndrome do lobisomem”.
A condição fez com que o jovem ganhasse projeção mundial e se tornasse um fenômeno nas redes sociais, onde compartilha sua rotina e fala sobre aceitação.
Doença rara provoca crescimento excessivo de pelos no jovem
A hipertricose é uma mutação genética rara caracterizada pelo crescimento excessivo de pelos em áreas do corpo onde normalmente eles não apareceriam.
Estima-se que apenas cerca de 50 casos tenham sido registrados no mundo desde a Idade Média, o que torna o distúrbio extremamente incomum. Nos casos mais severos, os pelos podem cobrir praticamente toda a pele, exceto as palmas das mãos e as solas dos pés.
No caso de Patidar, a densidade de pelos em seu rosto foi medida em 201,72 fios por centímetro quadrado, o que levou ao reconhecimento oficial de seu recorde pelo Guinness World Records como a pessoa com o rosto mais peludo do mundo.

Da infância marcada por preconceito ao sucesso na internet
Apesar da visibilidade atual, o jovem relata que enfrentou dificuldades durante a infância por causa da aparência. Segundo ele, episódios de bullying eram comuns, e colegas chegaram a jogar pedras nele na escola.
Com o tempo, Patidar afirma ter passado a enxergar sua condição de forma positiva. Em entrevistas, ele afirma que ser diferente faz parte de sua identidade e o torna único. Hoje, ele reúne mais de 260 mil seguidores no Instagram, onde compartilha vídeos sobre sua rotina.
Rotina exige cuidados constantes
Como os pelos do rosto são grossos e crescem continuamente, o jovem precisa aparar os fios regularmente com tesoura, principalmente nas regiões próximas aos olhos, nariz e boca, para evitar que atrapalhem a visão ou a alimentação.
Com a popularidade nas redes e o reconhecimento internacional, Lalit afirma que pretende usar sua visibilidade para conscientizar o público sobre doenças raras e combater o preconceito, mostrando que diferenças físicas não impedem uma vida ativa e bem-sucedida.




