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Diários

Líderes europeus contestam plano de Israel para controlar Cidade de Gaza

Operação militar na maior cidade da Faixa de Gaza foi aprovada pelo Gabinete de Segurança israelense

Crusoe
Redação Crusoé
4 minutos de leitura 08.08.2025 10:29 comentários 0
Líderes europeus contestam plano de Israel para controlar Cidade de Gaza
Foto: Divulgação/Governo de Israel
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Algumas das principais lideranças europeias contestaram o plano do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para "assumir o controle" da Cidade de Gaza.

Para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a operação militar dever ser "reconsiderada".

"A decisão do governo israelense de estender ainda mais sua operação militar em Gaza deve ser reconsiderada.

Ao mesmo tempo, deve haver a libertação de todos os reféns que estão mantidos em condições desumanas.

E a ajuda humanitária deve ter acesso imediato e irrestrito a Gaza para entregar o que é urgentemente necessário no local.

Um cessar-fogo é necessário agora."

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que a decisão está "errada" e cobrou o cessar-fogo em Gaza.

"A decisão do governo israelense de intensificar ainda mais sua ofensiva em Gaza está errada, e pedimos que reconsidere imediatamente.

A cada dia a crise humanitária em Gaza piora e os reféns feitos pelo Hamas estão sendo mantidos em condições terríveis e desumanas.

Precisamos de um cessar-fogo agora."

Incertezas

Segundo o chanceler alemão, Friedrich Merz, Israel tem o direito de se defender e o desarmamento do Hamas é "imperativo", mas a iniciativa militar torna "cada vez mais incerto" como a libertação dos reféns e as negociações para um cessar-fogo serão alcançadas.

"Israel tem o direito de se defender do terror do Hamas. A libertação dos reféns e as negociações para um cessar-fogo são nossas principais prioridades. O desarmamento do Hamas é imperativo – o Hamas não deve ter permissão para desempenhar qualquer papel em Gaza no futuro. 

A nova iniciativa militar acordada pelo gabinete de segurança israelense torna cada vez mais incerto como esses objetivos serão alcançados. O governo alemão não autorizará, até novo aviso, a exportação de equipamentos militares que possam ser usados na Faixa de Gaza.

O governo alemão continua profundamente preocupado com o sofrimento contínuo da população civil na Faixa de Gaza. Com a ofensiva planejada, o governo israelense tem uma responsabilidade ainda maior por suas necessidades do que antes.

Deve permitir acesso abrangente à entrega de ajuda – inclusive para organizações da ONU e outras instituições não governamentais. Seguindo as medidas corretas tomadas nos últimos dias, Israel deve continuar melhorando de forma abrangente e sustentável a situação humanitária em Gaza.

Além disso, o governo alemão apela urgentemente ao governo israelense para que não tome mais medidas no sentido de anexar a Cisjordânia."

O plano de Netanyahu

O Gabinete de Segurança de Israel aprovou nesta sexta-feira, 8, o plano do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para “assumir o controle” da Cidade de Gaza.O plano contraria os alertas das Forças de Defesa de Israel (FDI). Os militares temem que a operação possa colocar as vidas dos reféns restantes em risco.

Por maioria de votos, o Gabinete de Segurança decidiu adotar cinco princípios para a conclusão da guerra em Gaza: o desarmamento do Hamas, o retorno de todos os reféns – os vivos e os mortos, a desmilitarização da Faixa de Gaza, controle de segurança israelense na Faixa de Gaza e o estabelecimento de uma administração civil alternativa que não seja nem o Hamas, nem a Autoridade Palestina.

“As FDI irão se preparar para assumir o controle da Cidade de Gaza enquanto distribuem assistência humanitária à população civil fora das zonas de combate”, afirmou o gabinete de Netanyahu.

Leia mais em Crusoé: Fome persistente

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