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Lula omite que Hamas 'sabota a paz em Gaza'

O perfil judaico Hasbará Brasil publicou uma carta aberta ao petista, que insiste em acusar Israel de cometer "genocídio" em Gaza

Crusoe
Redação Crusoé
4 minutos de leitura 07.07.2025 16:01 comentários 1
Lula omite que Hamas 'sabota a paz em Gaza'
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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O perfil judaico Hasbará Brasil, administrado pela ativista Thaís Bentes no X, publicou nesta segunda-feira, 7, uma carta aberta ao presidente Lula (PT) que, durante a cúpula do Brics, voltou a acusar Israel de cometer "genocídio" em Gaza.

Na carta, ela afirmou que Lula fere "injustamente um Estado democrático que luta pela sua sobrevivência, enquanto desgasta a imagem do Brasil diante do mundo".

A ativista também disse que a palavra "genocídio" carrega o peso do Holocausto de 6 milhões de judeus e que usá-la "para descrever um conflito em que um Estado democrático se defende de um grupo terrorista é uma manipulação histórica".

Segundo a autora do perfil, o Hamas não aparece nos discursos de Lula porque "reconhecê-lo como parte central do conflito desmontaria a narrativa" que o petista insiste em repetir.

"O Hamas não apenas iniciou a guerra: governa Gaza com brutalidade, se esconde atrás de civis e sabota qualquer chance real de paz", acrescentou.

Leia a carta aberta a Lula na íntegra:

"Quantas vezes for preciso: não é genocídio, é guerra. E o senhor sabe disso.

Presidente Lula,

Já perdemos a conta de quantas vezes o senhor repetiu a acusação: 'Israel está cometendo um genocídio'. O senhor diz isso em coletivas, em cúpulas, em discursos internacionais.

Não é só retórica, é insistência. E ela cobra um preço.

O senhor não está apenas repetindo uma mentira. Está ferindo injustamente um Estado democrático que luta pela sua sobrevivência, enquanto desgasta a imagem do Brasil diante do mundo. Cada declaração sua ecoa não como crítica legítima, mas como acusação irresponsável.

Genocídio?

Essa palavra não foi feita para caber em discursos inflamados. Ela carrega o peso do Holocausto, de 6 milhões de judeus. Usá-la para descrever um conflito em que um Estado democrático se defende de um grupo terrorista é uma manipulação histórica, e o senhor sabe disso.

O Hamas não aparece nos seus discursos. Por quê? Porque reconhecê-lo como parte central do conflito desmontaria a narrativa que o senhor insiste em repetir.

O Hamas não apenas iniciou a guerra: governa Gaza com brutalidade, se esconde atrás de civis e sabota qualquer chance real de paz.

O senhor repete uma mentira, e omite uma verdade.

E omitir, neste caso, é tomar partido.

Sob sua liderança, o Brasil deixou de ser respeitado como mediador. Hoje, somos vistos como cúmplices do silêncio quando o terrorismo convém.

No BRICS, o Irã é tratado como vítima, enquanto seus vínculos com o terrorismo regional são ignorados.

No G7, fala-se de paz, mas com um cuidado quase cirúrgico para não condenar frontalmente o terrorismo financiado pelos ayatollahs.

E no Itamaraty, a histórica neutralidade brasileira deu lugar a um alinhamento desconfortável, seletivo, ideológico e cada vez mais previsível. Condena-se com fervor tudo o que remete aos valores do Ocidente democrático, enquanto se reproduzem, com naturalidade alarmante, os discursos que ecoam a propaganda do Hamas e seus aliados. Já não se trata de silêncio: trata-se de um posicionamento ativo, escancarado e perigosamente distante dos princípios que um dia orientaram nossa política externa.

A The Economist já fez sua cobrança. O mundo toma nota. E a história também cobrará, e não será uma carta diplomática que o trará de volta ao lado certo da história.

Presidente, o Brasil não está em guerra, mas está sendo arrastado para um campo onde a verdade é tratada como obstáculo, não como princípio.

E quantas vezes o senhor repetir essa acusação, tantas vezes nos levantaremos para contestá-la.

Não por ideologia. Não por conveniência.

Mas porque há momentos em que o silêncio é cumplicidade e a verdade exige ser dita em voz alta.

Genocídio não é o nome dessa guerra. Mentira não é política externa. E o Brasil não é palco para propaganda de tiranos.

O senhor pode continuar repetindo.

Nós continuaremos lembrando: a verdade não se cala e não se curva."

Leia também: Lula, Brics e seus peões sacrificáveis

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Comentários (1)

MARCOS

2025-07-07 19:51:59

DESCULPEM AS BRAVATAS DO EX-PRESIDIÁRIO. ELE NÃO REPRESENTA NEM 1% DOS BRASILEIROS DE BEM.


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MARCOS

2025-07-07 19:51:59

DESCULPEM AS BRAVATAS DO EX-PRESIDIÁRIO. ELE NÃO REPRESENTA NEM 1% DOS BRASILEIROS DE BEM.



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