Crusoé
01.11.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Poder
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram

Por que os militares deram um golpe em Mianmar

Na madrugada desta segunda, 1, os militares de Mianmar deram um golpe de estado. Diversos políticos foram presos, entre eles Aung San Suu Kyi (foto), prêmio Nobel da Paz. O golpe ocorreu horas antes de o Parlamento realizar sua primeira sessão deste ano, que validaria o resultado das eleições de novembro e escolheria os membros...

Crusoe
Redação Crusoé
4 minutos de leitura 01.02.2021 16:02 comentários 6
Por que os militares deram um golpe em Mianmar
Golpe Mianmar Militares 2
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Na madrugada desta segunda, 1, os militares de Mianmar deram um golpe de estado. Diversos políticos foram presos, entre eles Aung San Suu Kyi (foto), prêmio Nobel da Paz. O golpe ocorreu horas antes de o Parlamento realizar sua primeira sessão deste ano, que validaria o resultado das eleições de novembro e escolheria os membros do novo governo.

A alegação dos militares foi a de que o governo não reconheceu fraudes eleitorais massivas em novembro. O grupo político ligado aos generais, o Partido da Solidariedade e Desenvolvimento da União (USDP na sigla em inglês), afirma que milhões de votos não foram contabilizados. Veículos internacionais de imprensa consideraram o argumento como "trumpista".

"A Comissão Eleitoral de Mianmar entendeu que ocorreram pequenas irregularidades, mas não foram registradas fraudes massivas. Isso foi confirmado por observadores locais e internacionais", diz o cientista político americano Nehginpao Kipgen, nascido em Mianmar, diretor-executivo do Centro de Estudos Asiáticos da Universidade Global Jindal, na Índia. Após as acusações de fraude, uma investigação foi feita a pedido do Parlamento, e não foram encontradas evidências de fraudes em grande escala. "Apesar das alegações, pode-se dizer que as eleições foram livres e justas", diz Kipgen.

A raiz da questão está no ano de 2010, quando os militares permitiram a existência de um governo semidemocrático, na esperança de que poderiam controlá-lo. Mas, eleição após eleição, eles perceberam que não seriam páreo para o partido de Aung San Suu Kyi, o Liga Nacional pela Democracia. Na eleição de novembro, esse grupo conseguiu 83% das cadeiras no Parlamento. O resultado foi até melhor do que o obtido em 2015, quando foi realizada a segunda eleição após o fim da ditadura.

A popularidade crescente do partido de Aung San Suu Kyi se explica justamente pela oposição aos militares. "Depois de cinco décadas de ditadura, o povo não quer um retorno ao passado. Os resultados das últimas eleições mostram isso claramente", diz Kipgen. "Para muita gente, o partido de Aung San Suu Kyi era o único capaz de evitar uma volta à ditadura e de se contrapor à crítica internacional contra a repressão aos rohingyas."

Em 2017, militares de Mianmar, com apoio de grupos budistas, atacaram vilas da minoria muçulmana rohingyas, a qual não é reconhecida pelos demais habitantes do país. Cerca de 700 mil rohingyas fugiram para Bangladesh para não serem mortos. Aung San Suu Kyi não condenou o episódio e ficou do lado dos militares.

Além de perder capital político, os militares também viram seu poder econômico minguar. "Na ditadura, eles lucravam com todos os recursos do país e com isso enriqueceram bastante. Depois, muitas empresas deixaram de fazer negócios com as firmas militares e passaram a comercializar apenas com companhias de civis. Os militares perderam a vantagem econômica que eles tinham", diz Kipgen.

Após dar o golpe, os militares de Mianmar prometeram um estado de emergência durante um ano, depois do qual novas eleições serão realizadas. Há muita incerteza sobre o que eles poderão fazer nesse tempo. Uma das possibilidades é que tornem a Liga, de Aung San Suu Kyi, ilegal. É bem provável que manifestações populares ocorram nos próximos meses, uma vez que a aprovação dos fardados é muito baixa. Na última eleição, o partido USDP, apoiado por eles, conseguiu apenas 6% dos votos. Aung San Suu Kyi pediu para que seus apoiadores resistissem ao golpe. "O povo de Mianmar está furioso por ter sido forçado a voltar a um passado sombrio de ditaduras militares e provavelmente não aceitará isso sem fazer nada", diz Phil Robertson, especialista em Ásia da ONG Human Rights Watch.

Diários

Petista quer impor teto ao valor cobrado por bancos por empréstimos

Redação Crusoé Visualizar

Crusoé nº 444: Presidente de mentira

Redação Crusoé Visualizar

PL convoca bancada para discutir presidência da Câmara

Guilherme Resck Visualizar

Mais um projeto petista contra liberdade de expressão

Duda Teixeira Visualizar

PM do Piauí impõe censura a policiais após governador ser cotado para governo Lula

Wilson Lima Visualizar

O dilema da oposição israelense diante da força árabe

João Pedro Farah Visualizar

Mais Lidas

A economia no quarto mandato de Lula

A economia no quarto mandato de Lula

Visualizar notícia
A politização da psicologia

A politização da psicologia

Visualizar notícia
A reeducação cultural de Mbappé

A reeducação cultural de Mbappé

Visualizar notícia
A revolta silenciosa

A revolta silenciosa

Visualizar notícia
Apertem os cintos

Apertem os cintos

Visualizar notícia
Crusoé nº 444: Presidente de mentira

Crusoé nº 444: Presidente de mentira

Visualizar notícia
Fronteiras da democracia

Fronteiras da democracia

Visualizar notícia
Mais um projeto petista contra liberdade de expressão

Mais um projeto petista contra liberdade de expressão

Visualizar notícia
O contra-ataque do Centrão

O contra-ataque do Centrão

Visualizar notícia
O Supremo também deve explicações

O Supremo também deve explicações

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Aung San Suu Kyi

direitos humanos

ditadura

Golpe de estado

Mianmar

rohingyas

< Notícia Anterior

Em despedida do comando do Senado, Alcolumbre defende ajuda a vulneráveis

01.02.2021 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Após partidos perderem prazo, Baleia confirma registro de seu bloco que inclui PT, PDT, PSB e PSDB

01.02.2021 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar

Redação Crusoé

Suas redes

Twitter Instagram Facebook

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (6)

CLAUDEMIR

2021-02-02 08:44:32

Não se esqueçam que o Bozo e alguns generais de pijama tentaram isso no Brasil no ano passado.


Stefano

2021-02-01 20:03:27

Militar sem ter o que fazer, sempre dá merd@. Eles entram para a política e acham que devem ficar lá para sempre. Vejam os militares americanos, não se envolvem em lambanças. Estão sempre trabalhando em algum conflito pelo mundo. #wakeupdeadman


Jaime

2021-02-01 18:37:29

Pepino semelhante ao ocorrido nos States. Em ambos os casos, confirmaram existie fraudes, mas não suficiente para definir a eleição. Como quantizaram isso, afinal? No q tange o Direito, qualquer ato da Administração pública que tiver erro em qualquer momento, será nulo. Com Trump, o argumento não vingou. Nesse outro país, resolveram ir pra cima. Motivos? Algums dizem isso, outros dizem aquilo, mas é a população quem deve decidir:or pra ruas, apoiando o golpe, ou enxotando os golpistas.


Peter

2021-02-01 18:34:12

Péssimo exemplo de DT fazendo escola. Triste e trágico. Vai impedir o desenvolvimento do surrado país.


Nádia

2021-02-01 17:02:34

Dá nem pra comentar isso. Fraude em eleições usada como desculpa para eventos.. Onde será q já vi isso?? E, além de onde vi, onde será q ouvi a respeito disso como possível justificativa para determinadas coisas.. Onde será?


Ricardo

2021-02-01 16:46:46

a política de surpresa se faz


Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (6)

CLAUDEMIR

2021-02-02 08:44:32

Não se esqueçam que o Bozo e alguns generais de pijama tentaram isso no Brasil no ano passado.


Stefano

2021-02-01 20:03:27

Militar sem ter o que fazer, sempre dá merd@. Eles entram para a política e acham que devem ficar lá para sempre. Vejam os militares americanos, não se envolvem em lambanças. Estão sempre trabalhando em algum conflito pelo mundo. #wakeupdeadman


Jaime

2021-02-01 18:37:29

Pepino semelhante ao ocorrido nos States. Em ambos os casos, confirmaram existie fraudes, mas não suficiente para definir a eleição. Como quantizaram isso, afinal? No q tange o Direito, qualquer ato da Administração pública que tiver erro em qualquer momento, será nulo. Com Trump, o argumento não vingou. Nesse outro país, resolveram ir pra cima. Motivos? Algums dizem isso, outros dizem aquilo, mas é a população quem deve decidir:or pra ruas, apoiando o golpe, ou enxotando os golpistas.


Peter

2021-02-01 18:34:12

Péssimo exemplo de DT fazendo escola. Triste e trágico. Vai impedir o desenvolvimento do surrado país.


Nádia

2021-02-01 17:02:34

Dá nem pra comentar isso. Fraude em eleições usada como desculpa para eventos.. Onde será q já vi isso?? E, além de onde vi, onde será q ouvi a respeito disso como possível justificativa para determinadas coisas.. Onde será?


Ricardo

2021-02-01 16:46:46

a política de surpresa se faz



Notícias relacionadas

Petista quer impor teto ao valor cobrado por bancos por empréstimos

Petista quer impor teto ao valor cobrado por bancos por empréstimos

Redação Crusoé
31.10.2026 09:00 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé nº 444: Presidente de mentira

Crusoé nº 444: Presidente de mentira

Redação Crusoé
31.10.2026 07:02 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
PL convoca bancada para discutir presidência da Câmara

PL convoca bancada para discutir presidência da Câmara

Guilherme Resck
30.10.2026 17:54 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Mais um projeto petista contra liberdade de expressão

Mais um projeto petista contra liberdade de expressão

Duda Teixeira
30.10.2026 16:51 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso