PL convoca bancada para discutir presidência da Câmara
Deputados se reunirão na sede da sigla para avaliar cenários da eleição interna e a divisão de espaços na próxima legislatura
O Partido Liberal (PL) convocou seus deputados federais para uma reunião na próxima terça-feira, 3, às 18h, na sede da sigla, em Brasília, para discutir a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados e a distribuição de cargos na Casa.
O PL ainda não decidiu se apoiará a reeleição do atual presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), que já conta com o apoio de 15 partidos para se reeleger.
São eles União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos, PSDB, Cidadania, Solidariedade, PRD, PSB, PDT, PT, PCdoB e PV.
Essas siglas representarão 361 potenciais votos no próximo ano, 104 acima dos 257 necessários para Motta conseguir ficar à frente da Câmara por mais dois anis.
O Partido Liberal, porém, terá a maior bancada na próxima legislatura, com 121 deputados, e pode lançar uma candidatura própria contra Motta.
O apoio do PT
A federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, formalizou na última terça-feira, 27, o apoio à reeleição de Motta.
A decisão foi anunciada pelo líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), após reunião com o presidente da Câmara, da qual participaram representantes dos três partidos que integram a federação.
Segundo Uczai, o apoio foi aprovado por unanimidade e busca garantir a governabilidade do presidente Lula e avançar nas pautas defendidas pelas bancadas.
“Decidimos, por unanimidade da Federação, apoiar a reeleição do presidente Hugo Motta para mais um mandato”, afirmou o petista.
O líder também disse que a federação pretende compor um bloco com partidos do centro para negociar espaços e ampliar a capacidade de avançar com suas propostas na Câmara.
“Essa composição é uma composição estratégica para os próximos quatro anos, para dar governabilidade não só ao governo do presidente Lula, mas avançar a pauta das nossas três bancadas aqui”, declarou.
Entre as prioridades citadas por Uczai, estão propostas relacionadas aos direitos das mulheres, à soberania nacional, à democracia e aos direitos sociais e culturais. Após a reunião, Hugo Motta não quis falar com a imprensa.
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