Anos após ter desbravado o espaço e alcançado a Lua, a humanidade voltou seus esforços para um novo e ambicioso objetivo: chegar a Marte. A missão, entretanto, esbarra em dificuldades complexas, incluindo muitas limitações tecnológicas.
Entretanto, alguns destes obstáculos estão próximos de serem superados graças a uma novidade desenvolvida por cientistas da Companhia Estatal de Energia Nuclear (Rosatom), da Rússia.
Trata-se de um motor que, em vez de queimar combustível, dispara partículas eletricamente carregadas entre dois eletrodos e cria um jato de plasma que pode alcançar velocidades de até 100 km/s, superando massivamente o desempenho dos motores químicos comuns.
Desta forma, a novidade oferece uma eficiência que não apenas pode reduzir o tempo da viagem, sendo capaz de chegar à Marte em apenas 1 ou 2 meses, mas também minimizar os custos e riscos, considerando que o transporte de combustível será menor.
Consequentemente, o motor ainda trará benefícios diretos aos astronautas, uma vez que a redução na duração das missões espaciais permitirá minimizar os efeitos nocivos associados à permanência prolongada no espaço profundo.
Marte pode esperar: novo motor está em fase de testes
Apesar do potencial da novidade, vale destacar que o novo motor desenvolvido pela Rosatom ainda está em fase experimental, e terá seu desempenho testado em uma instalação especial na cidade de Troitsk.
O local contará com uma câmara de vácuo projetada para simular as condições e os desafios do espaço. E é importante ressaltar que o sucesso dessa tecnologia não é aguardado apenas como um passo essencial para viabilizar a viagem a Marte.
Afinal, o motor também pode ser utilizado no desenvolvimento de rebocadores espaciais nucleares, que serão capazes de transportar cargas e naves entre planetas.
Já as primeiras demonstrações em órbita foram programadas para ocorrer até 2030. O evento deve representar um avanço crucial na transição dessa tecnologia do campo experimental para a realidade das missões espaciais.




