A exploração de Marte é uma ambição antiga da humanidade por diversos motivos, e a possibilidade de encontrar vestígios de vida e de compreender melhor a origem do planeta e as transformações de seu clima certamente está entre os principais.
Inclusive, a próxima missão com este objetivo já está programada, uma vez que a Agência Espacial Europeia (ESA) pretende lançar um rover no planeta vermelho em 2028 para encontrar evidências de vida passada.
Mais especificamente, a missão, intitulada de “Rosalind Franklin”, explorará a planície de Oxia Planum, que é rica em minerais de argila, na busca de moléculas orgânicas que tenham conseguido sobreviver em Marte.
De acordo com estudos recentes, apresentados durante uma reunião conjunta do Congresso de Ciências Europlanet e da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Astronômica Americana, realizada em Helsinque, Finlândia, as chances de descobertas promissoras serem feitas são altas.
Isso porque, além de um deslizamento de rochas no local ter ampliado o espaço de exploração para os cientistas, Oxia Planum conta com grandes quantidades de argilas ricas em matéria orgânica que podem revelar muitos detalhes sobre a vida em Marte.
Missão tripulada para Marte também já está agendada
Apesar dos desafios técnicos e financeiros envolvidos em missões tripuladas para Marte, entidades como a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) estão começando a avaliar as possibilidades.
De acordo com a agência, o programa Artemis, que pretende levar humanos à Lua ainda este ano, pode servir como um treinamento para a exploração do planeta vermelho. Com isso, a expectativa é de que a primeira missão tripulada ocorra a partir de 2035.
Entretanto, há também previsões ambiciosas como a da empresa SpaceX de Elon Musk, que afirma ter planos de pouso em Marte programados para 2026, embora essa meta seja considerada extremamente desafiadora e arriscada para os tripulantes.




