O Vaticano reforçou oficialmente, nesta semana, que a Igreja Católica se opõe à poligamia, afirmando que o casamento deve ser monogâmico, apenas entre duas pessoas. Com isso, a igreja também reforçou uma regra de que praticantes de poligamia não devem ser batizados a menos que se comprometam com relações monogâmicas.
Catecúmenos que praticam poligamia não devem ser admitidos no batismo, segundo orientação do Vaticano. No caso, o documento aponta que essas pessoas devem antes aceitar e se comprometer com “valores cristãos” e que as relações de mais de duas pessoas são incompatíveis com eles. A declaração consta em um documento do Sínodo dos Bispos.
A Igreja Católica justificou esse reforço alegando que não é uma tentativa de exclusão ou estigmatização de pessoas praticantes de poligamia. Mas sim uma tentativa de reforçar a importância da unidade e exclusividade do matrimônio dentro da religião.
O movimento também não tem sido exclusivo no Vaticano. Recentemente o episcopado africano excluiu reconhecimento sacramental para polígamos, também passando a exigir compromisso monogâmico para o batismo.
Endosso do Papa
O posicionamento vem em meio a recentes esforços da Santa Sé em reforçar o casamento monogâmico. Em novembro de 2025, o Papa Leão XIV aprovou uma nota doutrinal criticando relacionamentos poliamorosos e defendendo a monogamia.
Segundo a nota, a Santa Sé diz que duas pessoas se entregam uma à outra com os laços matrimoniais. No entanto, a adição de mais uma pessoa já tornaria essa entrega “parcial” e incompleta.
Além do posicionamento contra uniões poligâmicas, alguns setores da Igreja Católica também vêm tentando reverter outras mudanças realizadas durante o pontificado do falecido Papa Francisco. Um dos casos é o fato de que algumas associações religiosas de diversos países pedirem que o Papa Leão XIV revogue a declaração “Fiducia Supplicans” do Papa Francisco, que permitiu a bênção pastoral a casais homoafetivos.





