A Arábia Saudita lançou um ambicioso projeto para transformar o deserto em uma estância de inverno.
Liderado pelo príncipe Mohammed bin Salman, o empreendimento, conhecido como Trojena, integra o megaprojeto NEOM. O projeto visa criar um centro turístico futurista nas montanhas de Tabuk, a cerca de 50 km do Golfo de Aqaba.
As obras, iniciadas em 2023, buscam depender de energia renovável, operar recantos alpinos e diversificar a economia nacional, atualmente orientada pelo petróleo.
O projeto, com um orçamento superior a 4 bilhões de euros, apresenta o desafio de localizar-se nas montanhas Sarawat, onde os riscos de erosão e instabilidade geológica são comuns.
O que é projetado para compor essa cidade de inverno?
A cidade de inverno em Trojena prevê a construção de pistas de esqui, estâncias de luxo e “The Vault”, uma vila vertical com residências, comércio e cultura. Um lago artificial será construído para complementar a ausência de neve natural.
Desafio técnico de construir no deserto
Transformar essa área em um retiro de inverno envolve captação de água do Mar Vermelho e produção de neve artificial. A meta é operar com energia 100% renovável, utilizando fontes solar, eólica e hidrogênio verde.
As condições naturais exigem implantação de tecnologia avançada para enfrentar o clima e as complexidades do terreno. A captura e gestão de recursos são fundamentais, com um olhar sustentável para evitar impactos ecológicos adversos.
Relatos de engenharia revelam que o ajuste da topografia no local, que inclui escavação para bases sólidas e plataformas infraestruturais, é essencial para a estabilidade de longo prazo da edificação.
Turismo e economia saudita
Como parte do plano de rever o turismo, a cidade almeja se estabelecer como um destino global ao sediar os Jogos Asiáticos de Inverno de 2029.
Com a ausência histórica de esportes de neve, espera-se que Trojena atraia anualmente cerca de 700 mil visitantes. O governo saudita promove Trojena não apenas como uma maravilha arquitetônica, mas como um passo estratégico no reposicionamento econômico do país, além de um laboratório para novas tecnologias sustentáveis.
A construção dessa cidade de inverno visa estar parcial e significativamente concluída até 2026, atingindo sua plena funcionalidade até 2030.
Até lá, muitos ajustes são esperados, já que o projeto é observado de perto por analistas que investigam a viabilidade prática dessas inovações num ambiente desafiador como o deserto saudita.




