Utilizadas para observação não invasiva, as câmeras de armadilha fotográfica são espalhadas por determinados habitats e captam automaticamente imagens ou vídeos da vida selvagem para que cientistas possam estudá-las posteriormente.
E foi justamente graças a esta tecnologia, que faz registros quando algo se aproxima e emite calor ou movimento, que foi possível flagrar uma família de leopardos-nublados nas florestas da ilha de Bornéu, no sudeste asiático.
Por conta de fatores como a destruição do habitat e a caça comercial, o animal tornou-se um dos felinos mais raros do mundo. Ainda assim assim, o registro recente trouxe grande entusiasmo aos especialistas.
Afinal, as câmeras instaladas pela Fundação Orangotango e pelo Parque Nacional Tanjung Puting registraram nada menos que uma família inteira, comprovando a ocorrência de reprodução da espécie.
Embora os leopardos-nublados ainda estejam sob ameaça de extinção, a descoberta representa um avanço importante, pois fornecerá subsídios para fortalecer ações de monitoramento e conservação do felino.
Leopardo-nublado: saiba mais sobre o felino raro
Também chamado de “leopardo-nebuloso” ou “pantera-nebulosa” (Neofelis nebulosa), o leopardo-nublado pertence à família Felidae, e é reconhecido pelas manchas que lembram nuvens espalhadas por todo o seu corpo.
Apesar do tamanho reduzido em relação a outros grandes felinos, o animal, dono de uma longa cauda, é um caçador extremamente habilidoso, apto a capturar macacos e pequenos cervos.
Registro mais recente de felino raro ocorreu em 2019
Antes da recente aparição em Bornéu, um dos avistamentos mais recentes de leopardos-nublados data de 2019, tendo sido relatado por guardas florestais de Taiwan.
A variação nativa da Ásia Oriental foi considerada extinta em 2001. No entanto, testemunhas alegam terem visto o felino subindo em uma árvore e saltando para um penhasco para caçar uma cabra.
Infelizmente, na época não houveram imagens das aparições. Por isso, os registros mais recentes ganham ainda mais relevância, pois servem como provas concretas de que a espécie permanece ativa.




