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Trabalha em home office? Especialistas fazem alerta que pode mudar sua rotina

Psicólogos e psiquiatras alertam que o modelo remoto também traz malefícios à saúde mental

Por Júlio Nesi
07/04/2026
Em Geral
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Reprodução: Unsplash / 
Vitaly Gariev

Reprodução: Unsplash / Vitaly Gariev

A chegada do famoso “home office” na pandemia mudou a dinâmica do mercado de trabalho para sempre no mundo, com diversos especialistas destacando os benefícios, como economia de tempo e maior conforto. No entanto, psicólogos têm relatado que o modelo remoto tem um “custo invisível” na saúde mental dos trabalhadores.

No caso, pessoas que vêm trabalhando nesse formato, desde profissionais de carteira assinada até freelancers, têm relatado aumento nas sensações de ansiedade, depressão e até tédio.

Por que isso?

Psiquiatras e psicólogos informam que esses sintomas e emoções negativas são resultado de um conjunto de fatores. No caso, os especialistas destacam que um dos principais pontos é a solidão que vem com o home office. Muitas pessoas dizem sentir falta da “conversa na máquina de café” com colegas e culturas de trabalho mais sociais.

A consultoria de dados Gallup publicou o relatório State of the Global Workplace em 2024, revelando que 25% dos funcionários remotos sentem solidão diariamente, superior aos 16% que trabalham presencialmente. Além disso, o relatório ainda mostrou que funcionários da Geração Z tendem a buscar modelos híbridos justamente para ainda manter essa socialização.

Além da solidão, os especialistas também destacam a chamada “Mentalidade de Pijama”, o fenômeno psicológico que é permanecer com roupas de dormir (ou não usar “roupas de trabalho”) durante o dia. O que pode sinalizar ao cérebro que ainda é hora de descansar, resultando em diminuição da produtividade e energia.

O mesmo causador da “Mentalidade de Pijama” é o fato de que o ambiente doméstico se torna o local de trabalho do funcionário. Com a pouca variação de espaço, o cérebro passa a se “confundir” entre descansar e trabalhar. A casa se torna tanto um ambiente de trabalho quanto de descanso, o que contribui para o estresse.

Também há o fato de que muitos desses trabalhadores atuam sob maior pressão se comparados aos que ficam no presencial. Freelancers especialmente tendem a atuar com prazos apertados, o que aumenta a pressão e o estresse.

O loop de estresse

O fato de trabalhar em casa, por mais conveniente que seja, torna o funcionário vulnerável também a levar problemas do trabalho para o ambiente doméstico e vice-versa. Isso faz com que o trabalhador não apenas tenha dificuldade em relaxar em sua própria casa, mas também se estressar no trabalho por problemas domésticos.

Esse “loop” de estresse em casa por causa de trabalho e estresse no trabalho por problemas caseiros pode consumir a saúde mental do funcionário. Além disso, também pode comprometer a produtividade. Isso acaba por se somar à solidão e falta de colegas com quem socializar e resultar em ainda mais deterioramento no relaxamento da pessoa.

Como prevenir esses problemas?

Um estudo publicado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revela que prevenir problemas de saúde mental no trabalho remoto exige uma combinação de estruturação da rotina, estabelecimento de limites claros entre a vida pessoal e profissional, além da manutenção de conexões sociais.

No estudo, os pesquisadores apontaram algumas ações que podem não apenas reduzir o estresse, mas ainda melhorar o relaxamento do funcionário; veja-as:

Estabeleça Limites Rígidos de Tempo

Definir horários fixos para começar e terminar a “mentalidade de trabalho”. Isso não se trata do horário do expediente, e sim do intervalo enquanto você ainda está disposto a pensar em coisas do trabalho. Fora desse período, evite olhar emails ou responder mensagens relacionadas ao trabalho.

Para esse caso, especialistas recomendam a criação de “rituais de transição”, como arrumar a mesa de trabalho ou fazer uma caminhada ao final do dia, para sinalizar ao cérebro que o expediente acabou.

Criar um espaço dedicado ao trabalho

Esse método seria o de separar locais específicos para o ambiente de trabalho e ajudar na separação do ambiente doméstico e do profissional. Um exemplo disso seria utilizar um cômodo da casa para trabalhar enquanto o resto segue como “área doméstica”.

Fazer intervalos de qualidade

Utilize técnicas como o Pomodoro (25 minutos de foco seguidos de 5 minutos de pausa) para garantir descanso regular. Aproveite as pausas para sair da cadeira, alongar-se ou respirar ar puro.

Mantenha contato com colegas (mesmo à distância)

Mantenha contato regular com colegas através de videochamadas, não apenas para reuniões de trabalho, mas também para conversas informais (como “cafés virtuais”). Psicólogos destacam que a sensação de pertencimento é crucial para a motivação e produtividade.

O equilíbrio é seu melhor amigo

Em resumo, o principal problema causado pelo home office se trata de um desequilíbrio entre a vida profissional e pessoal causado pela “proximidade forçada” delas duas. Para prevenir problemas de saúde mental, os profissionais e as empresas devem chegar a um acordo que ajude ambos a manter a produtividade e socialização.

Além disso, o trabalhador também pode aprender a desconectar o ambiente profissional do doméstico e evitar confundir os dois no dia a dia.

 

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: ciênciacultura de trabalhohome officepsicologiasaúde mentalUFSC
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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