A tumba do faraó Amenhotep III, situada no famoso Vale dos Reis, em Luxor, Egito, foi reaberta ao público no último sábado (4). Este marco ocorreu após uma extensa restauração que durou mais de 20 anos.
O projeto foi liderado por especialistas japoneses e teve como objetivo principal estabilizar a estrutura antiga, que se encontrava em risco de desmoronamento devido à deterioração.
Esta reabertura coincide com os esforços do governo egípcio para reanimar o turismo, desafiado por anos de instabilidade política.

Restauração minuciosa e aspectos históricos
O processo de restauração da tumba foi meticuloso e se desdobrou em três fases ao longo de duas décadas.
A tumba, uma das maiores da região, possui um corredor inclinando-se a 36 metros de comprimento e descendo 14 metros de profundidade, adornado por murais que retratam o faraó Amenhotep III ao lado de antigos deuses egípcios.
Sua câmara funerária principal contém inscrições do “Livro dos Mortos”, uma coleção de textos sagrados que visavam guiar os mortos no submundo.
A importância histórica da tumba é indiscutível. A sua recuperação não só preserva a estrutura em si, mas também restaura a ligação tangível com o Egito antigo, enriquecendo o conhecimento sobre a XVIII dinastia, marcada por significativos avanços culturais e artísticos.

Descobertas reveladas
Apesar de não estar totalmente decorada como outras tumbas do vale, o que restou na tumba de Amenhotep III oferece um vislumbre fascinante do passado.
As estátuas gigantescas encontradas nas proximidades, conhecidas como os Colossos de Mémnon, permanecem de pé, desafiando o desgaste do tempo e as inundações anuais do rio Nilo. Essas figuras atraem visitantes de todo o mundo e são testemunhos do poder e da influência de Amenhotep III.

A reabertura da tumba também revelou detalhes sobre a vida e morte do faraó, cujas conquistas no trono começaram ainda na adolescência e se estenderam por 38 anos, criando uma era de estabilidade política e crescimento artístico.
Retomada do turismo
A revitalização do turismo é uma prioridade para o Egito, e a reabertura da tumba de Amenhotep III é vista como um passo essencial nesse processo.
Esta iniciativa acontece pouco antes da inauguração esperada do Grande Museu Egípcio, em 1º de novembro, nas proximidades das pirâmides de Gizé.
Estas aberturas não apenas desempenham um papel fundamental em atrair turistas, mas também são parte de um esforço mais amplo para fortalecer a economia nacional.




