Embora seja frequentemente associada a aspectos negativos, a ansiedade é uma emoção básica ligada à autoproteção e ao instinto de sobrevivência, servindo como um mecanismo de alerta para perigos reais e situações futuras.
O problema surge quando essa reação se torna excessiva e desproporcional, sendo desencadeada por situações inofensivas ou que nem sempre representam uma ameaça real. E vale destacar que existem gatilhos associados a esse processo.
De acordo com a psicoterapeuta Natasha Reynolds, da Bloom Psychology & Wellness em Toronto, no Canadá, alguns hábitos comuns podem “alimentar” a ansiedade, fazendo com que ela dispare com mais frequência. Dentre eles, destacam-se:
- Pensamento polarizado: ver situações estritamente como positivas ou negativas, sem reconhecer nuances intermediárias;
- Evitação: evitar lugares, situações ou pessoas que desencadeiam ansiedade de maneira deliberada;
- Busca por reafirmação: buscar constantemente a validação ou agradar pessoas frequentemente;
- Catastrofização: imaginar os piores resultados possíveis em qualquer situação;
- Autocrítica negativa: não reconhecer as próprias conquistas, julgando a própria trajetória de maneira rígida.
Como combater os hábitos que induzem ansiedade
Recorrer à ajuda profissional pode ser indispensável no combate à ansiedade, principalmente quando a situação já está chegando a níveis críticos. Todavia, esta não é a única solução eficaz.
Conforme relatado pelo portal GS Saúde, diversos especialistas defendem a adoção de um estilo de vida mais saudável, destacando a prática de exercícios físicos na rotina como uma excelente forma para gerenciar a ansiedade.
Além disso, técnicas de atenção plena, como a respiração diafragmática e outras práticas podem ser eficazes para ajudar a manter a cabeça no lugar e, desta forma, evitar que a ansiedade se manifeste de maneira exagerada.
Também é fundamental reconhecer os comportamentos indutores de ansiedade, pois justamente por se tratarem de hábitos aparentemente comuns, eles podem acabar passando despercebidos e, com isso, atrapalhar todo o progresso no controle da saúde mental.




