A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Química Amparo, fabricante da Ypê, a retomar as atividades na fábrica de Amparo, no interior de São Paulo. A decisão saiu após nova inspeção na unidade industrial.
Além disso, a agência liberou a venda e o uso de Lava-Roupas Líquido, Lava-Louças Líquido e Desinfetantes com final de lote “1”. A liberação vale para produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026.
A nova inspeção reuniu equipes da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP), do Grupo de Vigilância Sanitária Campinas (GVS) e da Vigilância Sanitária de Amparo. Segundo a agência, os fiscais verificaram as principais ações corretivas adotadas pela empresa.
Suspensão começou em maio
A Anvisa suspendeu duas linhas de produção da fábrica de Amparo em 7 de maio, por meio da Resolução (RE) 1.834/2026. Antes da liberação, a empresa apresentou um plano de ação para atender 76 requisitos sanitários.
Esses requisitos apareceram em inspeção conjunta realizada em abril. Depois disso, a empresa passou a executar as adequações cobradas pelas autoridades sanitárias.
Durante visita à unidade, o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou que a fábrica reunia condições para operar com segurança. Ele também disse que a unidade podia disponibilizar produtos sem risco sanitário à população brasileira.
Além disso, a agência informou que as vigilâncias municipal, regional, estadual e federal continuarão acompanhando as ações corretivas. Assim, a retomada da produção ocorrerá com monitoramento das autoridades sanitárias.
Alguns lotes seguem suspensos
A autorização, no entanto, não libera todos os produtos antes suspensos. A Anvisa manteve a restrição sobre detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da Ypê com final de lote “1”.
A restrição vale para produtos fabricados até 31 de março de 2026. Portanto, esses lotes ainda não podem voltar ao comércio, à distribuição ou ao uso.
Segundo a Anvisa, a empresa deve manter esses produtos armazenados em local seguro. Além disso, a agência orientou que os lotes não sejam descartados.
A liberação dependerá de laudos emitidos por laboratórios autorizados pela Anvisa. Com isso, a empresa ainda precisa comprovar a conformidade dos produtos antes de recolocá-los no mercado.
Dessa forma, a fábrica pode retomar a produção. Porém, parte dos lotes antigos continua sob restrição sanitária.




