A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou dois casos de hantavírus em laboratório a bordo do MV Hondius em 4 de maio. Outros cinco casos suspeitos seguem sob investigação. Ao todo, sete pessoas apresentaram sintomas desde que o navio partiu de Ushuaia, na Argentina.
Um segundo passageiro testou positivo para a doença nesta segunda-feira. O primeiro diagnóstico havia sido do britânico de 69 anos, anunciado no domingo.
A OMS admitiu a possibilidade de transmissão entre contatos próximos a bordo, mas manteve o risco para o público geral como baixo.
Três pessoas já morreram. O holandês de 70 anos foi a primeira vítima, em 11 de abril, ainda a bordo. A esposa dele, de 69 anos, morreu em Joanesburgo.
Um terceiro passageiro, alemão, morreu a bordo em 2 de maio, segundo a operadora Oceanwide Expeditions.
A situação atual do navio
O MV Hondius está ao largo de Praia, capital de Cabo Verde, que negou autorização para atracar, e, além disso, a Oceanwide Expeditions estuda redirecionar o navio para Las Palmas ou Tenerife, nas Ilhas Canárias.
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) classificou o risco para a população europeia como muito baixo. O Ministério das Relações Exteriores dos Países Baixos considera a repatriação das duas pessoas sintomáticas ainda a bordo, segundo comunicado oficial.
A OMS coordena a evacuação médica dos passageiros com sintomas em parceria com os estados-membros e a operadora. Cabo Verde criou área de isolamento e disponibilizou equipe multidisciplinar para dar suporte à embarcação enquanto ela permanece nas águas do arquipélago.
Como o vírus chegou ao navio
O hantavírus chega aos humanos principalmente pela inalação de partículas com urina, fezes ou saliva de roedores infectados.
A transmissão entre pessoas é rara, mas possível em contato próximo e prolongado, conforme as diretrizes da OMS sobre hantavirose.
O MV Hondius saiu de Ushuaia em 20 de março numa expedição pela Antártida e pelo Atlântico Sul. A bordo estão 149 pessoas de 23 nacionalidades. Os preços por passagem variam entre 14.000 e 22.000 euros, segundo o site da Oceanwide Expeditions.





