Os microempreendedores individuais (MEI) do Mato Grosso do Sul estão exercendo um papel fundamental na economia local.
Mais de 106,7 mil CNPJs ativos, nas cinco maiores cidades do estado, Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã, têm o potencial de movimentar até R$ 8,649 bilhões em faturamento este ano.
Este montante representa quase 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, previsto para atingir R$ 251 bilhões, conforme a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).
Os MEIs são essenciais não apenas por seu faturamento, mas também por sua contribuição significativa à arrecadação pública. Mensalmente, cada MEI contribui com 5% de tributos à União, além de valores específicos para o município e o estado onde o CNPJ está registrado.
Desafios fiscais e sustentabilidade do MEI
Apesar desse impacto econômico positivo, os MEIs enfrentam desafios relacionados à sustentabilidade fiscal e a um nível significativo de inadimplência.
Muitos empreendedores têm dificuldade em manter suas contribuições regulares, colocando em xeque a eficácia das políticas de formalização que carecem de incentivos financeiros mais robustos.
A inclusão previdenciária aumentou com a formalização, mas isso ainda não se traduziu em um crescimento imediato dos lucros dos microempreendedores.
Iniciativas de apoio e capacitação
Programas de apoio, como o Mutirão do MEI, têm sido essenciais para auxiliar os empreendedores a regularizarem suas empresas.
Os MEIs também enfrentam dificuldades de gerenciamento, como falta de planejamento financeiro adequado e controle de custos. Superar essas fragilidades requer reestruturação de dívidas e uso efetivo de tecnologias de gestão.
O Sebrae/MS organizou pontos de atendimento em diversos municípios do estado, oferecendo suporte para regularização fiscal, planejamento e compreensão das obrigações do Simples Nacional.
Perspectivas de crescimento sustentável
Espera-se que, com melhores práticas gerenciais e suporte institucional, os MEIs no Mato Grosso do Sul não apenas aumentem seu faturamento, mas também contribuam de forma mais sustentável para a economia local.
A resiliência empresarial poderá ser fortalecida, possibilitando um cenário mais promissor.




