O cenário de streaming no Brasil ganhou, nesta semana, uma nova atração voltada exclusivamente para a cultura nacional. O presidente Lula, durante o evento Rio2C 2026, oficializou o lançamento do “Tela Brasil“, a primeira plataforma pública federal de audiovisual do país. Junto do presidente, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, também participou da inauguração.
Apelidada de “Netflix brasileira“, a iniciativa oferece acesso irrestrito e gratuito a um acervo inicial de 555 obras, reunindo mais de um século de história do cinema e da televisão nacional.
Diferente das plataformas comerciais, o Tela Brasil não cobra assinatura e não exibe publicidade. O projeto, que contou com um investimento de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025, tem como missão democratizar o acesso à produção audiovisual brasileira, servindo como ferramenta educativa para escolas e ponto de encontro para cineclubes e pesquisadores.
A tecnologia da plataforma foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Catálogo histórico e contemporâneo
O coração do Tela Brasil é o seu vasto catálogo, que abrange produções realizadas entre 1910 e 2025. A curadoria inicial equilibra clássicos imortais do cinema nacional com produções contemporâneas premiadas.
Entre os destaques disponíveis desde o primeiro dia de operação estão clássicos atemporais como Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha; Xica da Silva (1976), de Cacá Diegues; e A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral.
Além dos clássicos, a plataforma também conta com títulos consagrados pelo público e pela crítica como Central do Brasil (1998), de Walter Salles, e Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles.
Além do entretenimento, o serviço integra acervos de instituições federais como a Cinemateca Brasileira, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Fundação Cultural Palmares, garantindo a preservação e difusão da memória cultural do país.
Acessibilidade e inclusão como política principal
Um dos pilares centrais do Tela Brasil é o compromisso com a inclusão. A plataforma estreia com recursos robustos de acessibilidade, assegurando que a cultura seja um direito de todos. Mais de 300 obras já contam com audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras.
O presidente Lula enfatizou durante a cerimônia de lançamento que a iniciativa visa ajudar os brasileiros a “entenderem melhor um país como o Brasil”, aproximando os cidadãos de sua própria cultura e diversidade através de uma seleção “excepcional e vibrante”.
Como acessar a plataforma
O acesso ao Tela Brasil foi desenhado para ser simples, seguro e universal, utilizando a infraestrutura digital já existente do governo federal. Confia o passo a passo:
- Neste primeiro momento, a plataforma opera exclusivamente via navegador de internet (computadores e celulares). Basta acessar o endereço oficial telabrasil.cultura.gov.br.
- Para entrar, o usuário deve utilizar sua conta Gov.br. Não é necessário criar um novo cadastro; basta inserir o CPF e a senha já utilizados em outros serviços públicos digitais.
- No primeiro acesso, será solicitado que o usuário leia os termos de uso e defina um PIN de segurança de quatro dígitos para proteger sua navegação.
- Após o login, o catálogo completo é liberado instantaneamente, sem barreiras de publicidade ou pagamento.




