A Lamborghini aproveitou o momento para dar uma cutucada na rival. Depois que a Ferrari apresentou o Luce, seu primeiro carro totalmente elétrico, e enfrentou uma enxurrada de críticas do público e até de investidores, o CEO da marca italiana, Stephan Winkelmann, falou que o episódio é uma justificativa para uma decisão que a empresa já havia tomado.
Segundo Winkelmann, cancelar os projetos elétricos da marca foi o “caminho certo”. “Nossa decisão de sair dos motores de combustão tradicionais para os híbridos plug-in foi muito importante para nós e funcionou”, afirmou ele durante a entrevista.
O que aconteceu com o Ferrari Luce?
O Luce foi apresentado em maio de 2026 em Roma e gerou uma reação bastante negativa. As críticas vieram tanto do design, considerado muito distante do que se espera de uma Ferrari, quanto da ausência de sons característicos de motor.
As ações da Ferrari chegaram a cair 8%, o equivalente a aproximadamente 5,38 bilhões de dólares eliminados do valor de mercado da empresa em um único dia.
Winkelmann não quis comentar diretamente sobre o Luce, mas fez questão de destacar que inovação é essencial na indústria automotiva, com uma condição: ela não pode ser forçada ao consumidor.
Em declaração anterior, o CEO chegou a dizer que a demanda por um elétrico no segmento que a Lamborghini ocupa era “próxima de zero”.
Por que a Lamborghini cancelou o modelo elétrico?
A marca havia apresentado, em 2023, o conceito “Lanzador“, que serviria de base para o primeiro Lamborghini totalmente elétrico de produção. O modelo estava previsto para chegar às pistas em 2028, mas a empresa descartou o projeto em fevereiro de 2026 após perceber que a demanda dos seus clientes por elétricos simplesmente não crescia.
Além do Lanzador, a Lamborghini também abandonou os planos de lançar uma versão 100% elétrica do SUV Urus. A nova geração do utilitário vai seguir com motorização híbrida plug-in, aposta que a marca considera mais adequada ao seu público.
Para Winkelmann, o problema vai além do design ou do preço. Segundo ele, ao monitorar o mercado, a Lamborghini percebeu que a curva de aceitação dos elétricos entre os seus clientes simplesmente não aumentava.
Isso levou a empresa a redirecionar os investimentos para os híbridos plug-in, que, na visão da montadora, preservam a experiência emocional que os compradores de supercarros esperam.
Outras empresas entram na onda
Além da Lamborghini, outras empresas também vêm revisando seus planos em carros elétricos. Ford, Honda e outras montadoras também cancelaram ou adiaram projetos elétricos nos últimos meses, após perceber a desaceleração na demanda pelos modelos.




