As imagens em alta definição enviadas pela missão Artemis II durante sua viagem à Lua só foram possíveis graças a uma tecnologia inédita para voos tripulados no espaço profundo.
A Nasa utilizou o Orion Artemis II Optical Communications System (O2O), um sistema de comunicação óptica que transmite dados por feixes de laser em vez das tradicionais ondas de rádio.

O equipamento foi instalado na nave Orion e permitiu o envio de vídeos em 4K, fotografias, dados científicos, procedimentos de voo e até comunicações de voz entre os astronautas e o centro de controle na Terra.
Segundo a Nasa, essa foi a primeira vez que uma missão tripulada operando a uma distância lunar utilizou comunicação a laser.
A tecnologia chamou atenção porque conseguiu transmitir informações a partir de mais de 380 mil quilômetros de distância. Durante a missão, o sistema operou com velocidades de até 260 megabits por segundo, desempenho semelhante ao encontrado em conexões residenciais de internet de alta velocidade.
Como funciona a comunicação por laser
Diferentemente dos sistemas convencionais de rádio, o O2O utiliza pulsos de luz infravermelha para transportar informações.
Os dados são convertidos em sinais luminosos e enviados por um feixe extremamente preciso até estações terrestres localizadas na Califórnia e no Novo México.
Para garantir a conexão, a nave utiliza um telescópio de aproximadamente 10 centímetros capaz de apontar o laser para a Terra mesmo durante o deslocamento pelo espaço.
Segundo engenheiros envolvidos no projeto, a principal vantagem da tecnologia é a capacidade de transmitir volumes muito maiores de informação do que os sistemas tradicionais de rádio.
A própria Nasa afirma que comunicações ópticas podem ser até 100 vezes mais eficientes para envio de dados em missões espaciais.

Tecnologia deve ser usada em futuras missões
O teste realizado pela Artemis II é considerado um passo importante para os próximos projetos de exploração espacial.
De acordo com a Nasa, futuras missões à Lua e até viagens tripuladas para Marte dependerão de sistemas capazes de transmitir grandes volumes de informações em tempo real.
Vídeos em alta resolução, diagnósticos da nave, dados científicos e comunicações constantes exigirão uma infraestrutura muito mais avançada do que a utilizada durante as missões Apollo.



