A relação entre adoçantes artificiais e saúde cerebral está sob análise após um novo estudo da Universidade de São Paulo (USP). Os pesquisadores indicam que o consumo elevado desses adoçantes pode acelerar o envelhecimento cerebral em até 1,6 anos, trazendo preocupações para quem busca alternativas ao açúcar tradicional.
Conduzido entre 2008 e 2019, o estudo monitorou mais de 12 mil participantes em diversas regiões do Brasil. Durante três fases de coleta, foram aplicados questionários detalhados sobre hábitos alimentares e testes cognitivos para investigar uma possível ligação entre o consumo de adoçantes e o declínio cognitivo.
Publicado na revista Neurology recentemente, a pesquisa destaca que maiores quantidades de adoçantes, como aspartame e sacarina, estão associadas a um declínio 62% mais rápido nas capacidades cognitivas, incluindo memória e raciocínio.
Efeitos negativos dos adoçantes no cérebro
A análise revelou preocupações com adoçantes como o eritritol, frequentemente encontrado em produtos rotulados zero açúcar, como refrigerantes.
A substância tem sido investigada por potenciais repercussões cardiovasculares e efeitos negativos na barreira de proteção cerebral.
Limitações da pesquisa
Enquanto os resultados levantam discussões importantes, o estudo tem suas limitações. Dependendo de questionários autorrelatados e não incluindo adoçantes amplamente usados, como a sucralose, pode haver fatores de confusão não controlados.
Fatores como mudanças alimentares ao longo dos anos também devem ser considerados. Novos estudos com metodologias mais abrangentes são necessários para confirmar essas associações.
Agências reguladoras sugerem que, embora úteis no controle de peso e na prevenção de diabetes, esses adoçantes devem ser usados com cautela e orientação profissional para evitar riscos à saúde cerebral.
Para quem busca alternativas mais seguras, adoçantes naturais, como a estévia, podem ser considerados. Profissionais de saúde podem ajudar a calibrar o consumo de adoçantes, considerando fatores metabólicos e individuais.




