Pesquisadores de Harvard revelaram que a exposição à luz artificial durante a noite, principalmente a partir do uso de celulares, está ligada a um aumento no risco de doenças cardíacas.
Conduzida entre 2005 e 2008, a pesquisa envolveu 466 adultos sem histórico cardíaco, examinando os efeitos dessa exposição no cérebro e nos vasos sanguíneos dos participantes.
A pesquisa destacou que a luz afeta o ritmo circadiano do corpo, interferindo na produção de melatonina, hormônio essencial para o sono de qualidade.
A exposição à luz artificial também pode aumentar o estresse cerebral e a inflamação das artérias, prejudicando a saúde do coração.
Como a exposição à luz artificial afeta o coração?
O estudo evidenciou que a luz artificial intensifica a atividade cerebral ligada ao estresse e provoca inflamações nos vasos sanguíneos.
Essas condições aumentam o risco de eventos cardiovasculares, como ataques do coração e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).
A exposição à luz durante a noite pode elevar o risco de doenças cardíacas em 35% em cinco anos e 22% em dez anos, mesmo considerando outros fatores de risco.
Estratégias para reduzir os riscos
Para reduzir os riscos, especialistas recomendam minimizar o uso de eletrônicos à noite e dormir em ambientes escuros.
Adoção de lâmpadas de tons mais quentes e a redução da exposição a luzes intensas também são sugeridas como medidas benéficas.
Essas mudanças ajudam a preservar o ciclo biológico natural do corpo, combatendo os efeitos nocivos da luz artificial.




