Embora muitos acreditem que as classificações “rico” e “pobre” resumam a situação social, a realidade brasileira é bem mais complexa, já que existem diferentes métodos para medir o nível de renda e as condições de vida.
Afinal, além do orçamento mensal, novas metodologias passaram a incluir critérios como acesso à educação, posse de bens e serviços e localização para traçar o verdadeiro retrato social do país.
Atualmente, uma das mais utilizadas é o Critério Brasil, desenvolvido pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP). Dividindo a população em 5 classes de riqueza, a metodologia promete fornecer uma visão mais abrangente da situação.
E de acordo com o método, as classes D e E englobam as pessoas que mais enfrentam dificuldades no país, com rendas mensais que vão de no máximo R$ 5.648 a menos de R$ 2.894, ficando muito abaixo da pirâmide social.
É importante destacar que os valores podem variar dependendo da metodologia aplicada. Contudo, ainda assim a renda mensal de famílias enquadradas nestas duas classes dificilmente ultrapassa o teto citado.
População pobre corresponde à maioria no Brasil
De acordo com dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 75% da população brasileira pertencem às faixas sociais mais pobres, sendo elas a C, D e E.
Contudo, é importante destacar que cerca de 27,9% do total ainda se concentra nas classes mais baixas, o que evidencia que a vida na base da pirâmide social permanece sendo a realidade de grande parte dos brasileiros.
Embora, nos últimos anos, parte da classe D tenha conseguido ascender economicamente e melhorar suas condições de vida, as classes A e B ainda representam uma minoria no Brasil, e continuam sendo uma realidade de difícil acesso para a população de renda mais baixa.




