Um novo avanço na reconstrução foi entregue à população na última quinta-feira (30) com a conclusão do Muro da Cassol.
A estrutura integra o sistema de contenção do dique do Rio Branco e é a primeira grande obra estruturante finalizada no Rio Grande do Sul após a catástrofe climática de maio de 2024.
Localizado em ponto estratégico, o muro reforça a proteção dos bairros Rio Branco e Fátima, regiões fortemente atingidas pela enchente e que concentram milhares de moradores e atividades econômicas.
Especificações técnicas
A estrutura possui 100,88 metros de extensão, dois metros de largura, estacas de até 12 metros de profundidade e cota de proteção de 6,75 metros. O investimento foi de R$ 1,47 milhão com recursos próprios do município.
O prefeito Airton Souza resumiu o significado da entrega com uma frase direta: “Mais do que uma obra, estamos entregando segurança e resposta concreta à população.”
Segundo ele, Canoas é a primeira cidade do estado a concluir uma grande estrutura de proteção após as enchentes.
O que vem a seguir
Além das obras físicas, Canoas também avança na modernização das casas de bombas e na manutenção preventiva da rede de drenagem.
Equipes atuam simultaneamente em diferentes regiões, consolidando um conjunto de ações que abrange todo o sistema de proteção da cidade.
Por outro lado, o cenário climático segue preocupante. Projeções indicam probabilidade entre 60% e 85% de formação de um novo El Niño em 2026, com maior intensidade no segundo semestre.
Para a Região Metropolitana de Porto Alegre, o diagnóstico aponta possibilidade de mais chuva que a média e eventos extremos mais frequentes.
Dessa forma, a corrida contra o tempo não termina com a inauguração de um muro. A recuperação de Canoas demandou mais de R$500 milhões em obras e ações para reconstruir a cidade e reforçar o sistema de proteção contra cheias.
Portanto, o Muro da Cassol é o primeiro passo de um longo processo.




