Uma senadora dos Estados Unidos voltou a pressionar autoridades de segurança aeroportuária para retomar uma medida que marcou o pós-11 de setembro: a obrigatoriedade de retirada dos sapatos durante a inspeção em aeroportos.
O pedido foi feito por Tammy Duckworth, que questiona a decisão recente da Transportation Security Administration (TSA) de flexibilizar a regra.
Segundo a senadora, a mudança pode representar riscos à segurança pública, já que falhas nos sistemas de triagem poderiam permitir a passagem de itens perigosos sem detecção.
Mudança recente gera controvérsia
A exigência de retirar os sapatos havia sido adotada nos aeroportos norte-americanos após uma tentativa de atentado em 2001, quando explosivos foram escondidos em um calçado.
A regra permaneceu por quase duas décadas, até ser revista em 2025, quando autoridades passaram a permitir que passageiros mantivessem os sapatos durante a inspeção, com base em avanços tecnológicos nos sistemas de segurança.
A flexibilização buscava tornar o processo mais rápido e confortável para os viajantes, reduzindo filas e melhorando a experiência nos aeroportos.
Alertas de segurança
Apesar disso, Duckworth afirma que a decisão foi tomada sem avaliação suficiente de riscos. De acordo com a senadora, relatórios internos do Departamento de Segurança Interna identificaram vulnerabilidades nos equipamentos atuais, principalmente na capacidade de detectar ameaças ocultas em calçados.
Ela também aponta que a ausência de medidas corretivas pode violar normas federais, que exigem respostas rápidas diante de falhas consideradas críticas.
Debate entre segurança e praticidade
O caso reacende o debate sobre o equilíbrio entre segurança e conveniência no transporte aéreo. Enquanto autoridades defendem que novas tecnologias permitem maior flexibilidade sem comprometer a proteção, críticos argumentam que a retirada da exigência reintroduz riscos já conhecidos.
A discussão ocorre em um momento de aumento no fluxo de passageiros e pressão por processos mais eficientes nos aeroportos.
Ainda não há uma decisão definitiva, mas o tema deve seguir em pauta entre legisladores e órgãos de segurança nos próximos meses.




