Na terça-feira, 17, a suspensão de aulas na Universidade Estadual de Londrina acendeu o alerta para um possível novo movimento grevista na educação. Professores interromperam as atividades acadêmicas e devem decidir, em assembleia, se iniciam uma paralisação por tempo indeterminado a partir de segunda-feira, 23.
A suspensão, afetou todos os centros de estudo da instituição. Vale destacar que a mobilização faz parte de uma estratégia da categoria para pressionar o governo estadual por melhorias salariais.
Paralisação atinge aulas e mobiliza categoria
A interrupção das atividades foi organizada previamente e teve ampla adesão entre os professores. Com isso, aulas foram suspensas, enquanto apenas serviços considerados essenciais continuaram funcionando na universidade.
A principal reivindicação gira em torno da recomposição salarial. Em entrevista à Folha de Londrina, o representante sindical do Sindiprol/Aduel, Ronaldo Gaspar, diretor de comunicação do órgão, disse que a defasagem acumulada chega a mais de 50% ao longo dos últimos anos, o que tem gerado forte insatisfação entre os profissionais.
Assembleia pode definir greve por tempo indeterminado
Uma nova assembleia deve acontecer nesta quinta-feira, 19, e será decisiva para os rumos do movimento. Na reunião, os professores devem votar se iniciam uma greve por tempo indeterminado.
Caso a paralisação seja aprovada, há possibilidade de suspensão total das aulas já na semana seguinte, o que pode impactar o calendário acadêmico e a rotina de milhares de estudantes.
O indicativo de greve já foi aprovado anteriormente como forma de pressionar o governo a apresentar propostas concretas de reajuste.





