A prisão do desembargador Macário Júdice Neto, acusado de vazar informações sigilosas, gerou grande repercussão no Brasil. A ação ocorreu na manhã da última terça-feira (16), em sua casa na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
O magistrado foi detido preventivamente pela Polícia Federal como parte da segunda fase da Operação Unha e Carne.
As investigações giram em torno de supostos vazamentos para o ex-deputado estadual TH Joias, preso por envolvimento com facções do crime organizado.
Antecedentes de Macário Júdice Neto
Desde 2005, Macário Júdice Neto esteve afastado das funções judiciais devido a acusações de participar de esquemas ilegais de venda de sentenças.
Recentemente, o Conselho Nacional de Justiça determinou seu retorno às atividades. No entanto, novas investigações sugerem seu envolvimento com a divulgação de dados sigilosos para favorecer criminosos, particularmente o ex-deputado TH Joias, suspeito de tráfico de drogas e ligação com o Comando Vermelho.
Antes da sua prisão, o desembargador recebeu mais de R$ 125 mil em remuneração referente ao mês de novembro, conforme informações do Portal da Transparência da Justiça Federal.
Operação Unha e Carne
A Operação Unha e Carne baseia-se em trocas de mensagens entre o desembargador e Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
As mensagens indicam uma relação próxima entre eles, sugerindo que houve um aviso prévio sobre as ações policiais contra TH Joias.
Mandados de busca foram cumpridos nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, com o respaldo de uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que expediu a prisão preventiva de Macário.
Proximidade entre Júdice e Thiago Joias
As investigações da Polícia Federal revelam uma relação de amizade entre o desembargador e Rodrigo Bacellar.
Diálogos monitorados indicam pedidos de favores e laços estreitos, com declarações de grande lealdade entre ambos.
Mensagens mostram que Bacellar prometeu ingressos para um jogo de futebol, indicando a intimidade entre eles. Tal proximidade agrava as suspeitas de envolvimento em ações ilegais.
O que diz a defesa?
A defesa de Macário Júdice argumenta que houve falhas processuais, alegando que a prisão se baseou em informações não detalhadas e comprometeu o direito ao contraditório e ampla defesa.
A defesa trabalha para libertá-lo, enquanto o julgamento das evidências continua em foco. À medida que novas provas são coletadas, mais fases da operação estão previstas.




