Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia identificaram que o calor noturno prejudica a qualidade do sono. Ao longo de 10 anos, foram analisados dados de 14 mil adultos nos Estados Unidos, totalizando 12 milhões de noites de sono monitoradas por dispositivos vestíveis.
Esse estudo revela que temperaturas elevadas à noite não apenas diminuem a duração do sono, mas também comprometem sua qualidade, com possíveis impactos negativos à saúde.
O estudo foi motivado pelas crescentes temperaturas devido às mudanças climáticas. O aumento do calor noturno mantém o corpo em estado de alerta, dificultando a regulação da temperatura corporal necessária para um sono profundo.
Essa interrupção nos ciclos do sono eleva o risco de problemas de saúde, especialmente para grupos mais vulneráveis.
Efeitos diretos do calor no sono
O processo de queda de temperatura corporal é essencial para atingir o sono profundo. As noites quentes, entretanto, dificultam esse processo, levando o organismo a permanecer em estado de vigília.
Isso não só reduz o tempo de sono, mas também causa fragmentação dos ciclos do sono, resultando em menor eficiência e mais acordadas durante a noite.
Um exemplo do impacto do calor no sono é a redução de dois a três minutos de descanso para cada aumento de 10°C na temperatura.
Mesmo pequeno em termos individuais, esse efeito é significativo ao se considerar a população em geral, afetando mais gravemente pessoas com doenças crônicas e idosos, aumentando seus riscos de saúde.
Quem sofre mais com o calor noturno?
Alguns grupos são mais afetados pelo calor durante o sono. Adultos entre 40 e 50 anos perdem mais sono sob condições quentes, e as mulheres relatam ser mais vulneráveis ao estresse térmico do que os homens.
Outros fatores que influenciam essa vulnerabilidade incluem condições de saúde preexistentes, situação socioeconômica e localização geográfica.
Durante os meses de verão no hemisfério norte, o impacto do calor noturno no sono se intensifica, com previsões indicando perdas acumuladas de sono ao longo dos anos.
Para mitigar os efeitos do calor no sono, os pesquisadores estudam intervenções práticas, como programas de higiene do sono e melhorias nas infraestruturas de refrigeração.




