A Espanha decidiu fechar o próprio espaço aéreo para voos ligados à guerra contra o Irã. A medida atinge diretamente aeronaves dos Estados Unidos envolvidas nas operações militares no Oriente Médio.
A decisão foi confirmada pela ministra da Defesa, Margarita Robles. Segundo ela, o país não autoriza nem o uso do espaço aéreo nem de bases militares para ações relacionadas ao conflito.
Na prática, isso obriga aviões militares a mudarem completamente suas rotas. Em vez de cruzar o território espanhol, eles precisam contornar o país, o que complica a logística das operações.
Os países que desrespeitarem essa medida podem entrar em crise diplomática com a Espanha e sofrer sanções econômicas e outras medidas de retaliação.
Vai além de aeronaves
A restrição não vale apenas para aeronaves que saem da própria Espanha. Também afeta voos vindos de outros países europeus, como Reino Unido e França, desde que estejam ligados à ofensiva contra o Irã.
Apesar do bloqueio, existe uma exceção: situações de emergência. Nesses casos, o tráfego pode ser autorizado por questões de segurança. Essa medida serve tanto para aeronaves quanto para outros meios.
Postura consistente
Essa postura do governo espanhol não é recente. As autoridades do país já vinham recusando o uso de bases militares conjuntas, como as de Rota e Morón, para operações ligadas à guerra.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez tem sido um dos líderes europeus mais críticos aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Ele classificou as ações como imprudentes e fora das regras do direito internacional.
Além das críticas e da oposição à guerra, o posicionamento também vem do fato de que o país europeu evita ser “puxado” para conflitos bélicos. Além de evitar participar da guerra, o governo espanhol também indicou que não irá facilitar o caminho para ela.
A resistência da Espanha também causou atritos diplomáticos com Washington. Houve até ameaça de retaliação econômica por parte do governo norte-americano.




