Bem tóxico, o Aspergillus flavus é um fungo. Podendo chegar a safras, ele já causou até mortes em pessoas que estavam escavando sepulturas.
Mas pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, transformaram-no em um composto capaz de agir contra o câncer.
Além disso, eles alteraram algumas moléculas do fungo e as usaram contra a leucemia, dando espaço para opções que combatam a doença, o que é um avanço.
O potencial
Sherry Gao, que lidera a pesquisa, disse: “Os fungos nos deram a penicilina. Agora, estes resultados demonstram que estão por se descobrir muitos mais medicamentos derivados de produtos naturais”. Publicada na revista Nature Chemical Biology, essa é uma nova alternativa para o tratamento do câncer.
O fungo foi visto por volta de 1341 a 1323 a.C. Em seguida, em 1920, começaram a ocorrer muitas mortes, principalmente entre as pessoas que atuavam com escavação. As asperigimicinas são capazes de interromper a reprodução celular. Gao ainda diz: “As células cancerosas se dividem de modo descontrolado. Esses compostos bloqueiam a formação de microtúbulos, essenciais para a divisão celular“.
Sendo bem específico para agir contra, o composto teve quase nenhum efeito significativo no câncer de pulmão, fígado ou de mama. No caso de fungos e bactérias, também. Por isso, o combate conta com efeito para determinados tipos de célula, podendo ser usado para fins terapêuticos.
A pesquisa realizada sobre o fungo ainda conseguiu visualizar alguns grupos. Com semelhanças, os genes indicam que ainda há um caminho a percorrer para descobrir onde existem mais RiPPs fúngicos. Fazendo testes com asperigimicinas em animais, o propósito é o de experimentar em humanos.
Por isso, é importante que pesquisas como essas recebam bons investimentos. O futuro da cura do câncer pode estar em um delas, especialmente para pessoas que necessitam de outros tratamentos além dos tradicionais. Mesmo que para casos específicos, é um avanço com tecnologia que pode sugerir ainda mais.




