Um fenômeno incomum registrado nos Estados Unidos chamou a atenção de especialistas e moradores após um intenso clarão cruzar o céu, seguido por um forte estrondo. O evento, que ocorreu na noite de sábado, 21, foi associado à entrada de um meteoro na atmosfera terrestre, que pode ter se fragmentado antes de atingir o solo.
Acredita-se que um fragmento desse meteoro foi o responsável por causar um buraco em uma casa no Texas. A NASA confirmou a passagem de um meteoro, mas ainda não há como saber se o que foi encontrado na casa é de fato um fragmento de rocha.
De acordo com testemunhas, o objeto teria sido encontrado dentro da casa após o impacto. Inicialmente, autoridades locais consideraram outras possibilidades, como a queda de algum material de aeronave, mas relatos sobre o meteoro na mesma região reforçaram a ligação com uma ‘rocha espacial’.
Relatos indicam que a bola de fogo foi visível a grandes distâncias, inclusive durante o dia, o que caracteriza um tipo mais intenso de meteoro, conhecido como bólido, quando o objeto espacial apresenta brilho excepcional e pode explodir na atmosfera.
O que dizem os especialistas
Dados analisados por agências como a NASA indicam que o meteoro entrou na atmosfera em alta velocidade, superior a 50 mil km/h, e se fragmentou ainda no ar.
Esse processo é comum: ao entrar na atmosfera, o atrito com o ar gera calor extremo, fazendo com que muitos objetos se desintegrem antes de chegar ao solo. Em alguns casos, porém, pequenos fragmentos sobrevivem e podem atingir a superfície, sendo então chamados de meteoritos.
Estrondo e onda de choque explicam o susto
O barulho relatado por moradores também tem explicação científica. A explosão do meteoro pode gerar uma onda de choque, semelhante a um trovão, capaz de provocar vibrações em casas e janelas.
Em ocorrências recentes, esse tipo de evento chegou a produzir energia comparável a centenas de toneladas de explosivos, o que ajuda a entender o impacto sonoro percebido em diferentes regiões.
Fenômeno raro, mas monitorado
Embora impressionantes, fenômenos como esse são considerados raros. A maioria dos meteoros se desintegra completamente antes de atingir o solo, sem causar danos. Ainda assim, casos de fragmentos que sobrevivem à entrada atmosférica continuam sendo monitorados por agências espaciais e redes de observação.
Esses registros são importantes para o avanço científico, pois ajudam a entender melhor a composição dos objetos espaciais e a frequência com que eles interagem com a Terra.





