O nome de Maria Helena Moraes Scripilliti não aparece com frequência nas manchetes, mas a fortuna que ela representa é uma das maiores do Brasil. Ligada ao Grupo Votorantim, ela ocupa a segunda posição entre as mulheres mais ricas do Brasil, com patrimônio estimado em R$ 26,8 bilhões.
O império por trás do nome
O Grupo Votorantim tem mais de um século de história e opera como um conglomerado de capital fechado. Está presente em 19 países e atua em setores como cimentos, finanças, energia, alumínio, mineração e na produção de suco de laranja. O braço financeiro do grupo é o banco BV, e a divisão de construção opera sob a marca Votorantim Cimentos.
Maria Helena construiu boa parte dessa trajetória ao lado do marido, Clóvis Scripilliti, que morreu em setembro de 2000. Juntos, foram responsáveis pela expansão do grupo e pela consolidação do conglomerado como uma das maiores multinacionais do país.
A geração seguinte
O casal teve quatro filhos. Entre os que ganharam visibilidade pública está Regina Helena Velloso, atual presidente do Conselho de Família Votorantim, instância responsável por definir as diretrizes da Hejoassu, a controladora do grupo. Regina também presidiu a Associação de Assistência à Criança com Deficiência (AACD) entre 2015 e 2018.
A preparação para a liderança começou cedo, ainda na infância. Em evento do Seminário LIDE, Regina revelou que ela e os irmãos começaram a trabalhar a sucessão familiar aos cinco anos de idade. “O que a gente quer é a integração, que as crianças aprendam a conviver, pois já é um passo para, no futuro, trabalharem juntas”, disse durante entrevista ao Portal Terra.
Filantropia como parte da identidade
Apesar da fortuna bilionária, o perfil discreto é uma marca da família. A atuação filantrópica, no entanto, é pública e consistente. Em entrevista ao Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), Regina defendeu a importância de fazer a diferença, mesmo que seja no âmbito pessoal. “Façam coisas que façam a diferença, mesmo que seja na casa de vocês”, afirmou.
O engajamento com causas sociais é tratado pela família não como um extra, mas como parte da governança do grupo. A AACD, uma instituição filantrópica voltada a crianças com deficiência, é um dos exemplos desse compromisso.




