No dia 25 de janeiro de 2019, uma barragem de rejeitos administrada pela empresa Vale S.A., situada na região de Córrego do Feijão, no município de Brumadinho, Minas Gerais, se rompeu e causou um dos maiores desastres ambientais da mineração do país.
E agora, cerca de sete anos depois, a companhia voltou a protagonizar uma situação semelhante, já que no dia 25 de janeiro deste ano, uma estrutura do Complexo Minerário de Fábrica, no município de Ouro Preto, também se rompeu.
O ocorrido resultou no vazamento de aproximadamente 262 mil m³ de água e sedimentos, que se espalharam tanto por áreas da própria Vale quanto por propriedades de outras pessoas e feridos.
Felizmente, até o momento, não houveram registros de mortes ou feridos graves. Mas isso não impediu que a Justiça de Minas Gerais determinasse a paralisação de todas as atividades da Vale na região, conforme solicitado pelo governo e Ministério Público local (MPMG).
Na decisão, publicada na última sexta-feira (6), a Justiça estabeleceu que a empresa precisará comprovar a segurança das estruturas para retomar serviços. Em nota, a Vale afirmou que as atividades no local já estavam suspensas e se comprometeu a “colaborar integralmente com as autoridades competentes”.
Incidente da Vale oferece risco ambiental
Vale destacar que a decisão, assinada pela juíza Monica Silveira Vieira, da 5ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), ainda reconheceu a existência de evidências que comprovam o risco ambiental do recente ocorrido.
Afinal, os rejeitos dispersados no vazamento atingiram corpos de água como o Rio Maranhão e o córrego Água Santa. Por conta disso, a Justiça também exigiu que a Vale apresente um plano de ações emergenciais para conter danos colaterais.
As ações precisam ser apresentadas até esta semana. Caso as medidas sejam descumpridas, a empresa pode ser multada em R$ 100 mil por dia, conforme divulgado pelo portal Carta Capital.





