Apesar de historicamente associada a doenças respiratórias, nos últimos meses, a China passou a enfrentar uma epidemia viral cujos principais agentes transmissores são os mosquitos.
Isso porque, só no mês de agosto, foram relatados mais de 7 mil casos de chikungunya, que é uma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, e causa febre e dores nas articulações.
A região de Foshan, perto de Hong Kong, concentrou a maioria dos registros. Segundo autoridades, porém, os números parecem finalmente estar diminuindo, principalmente por conta dos cuidados adotados.
Conhecido por atingir principalmente zonas tropicais, o vírus da chikungunya já não é uma novidade para o Brasil, estando no país há pelo menos uma década. Apesar disso, ele ainda gera uma série de preocupações.
Na China, as fortes chuvas e as temperaturas elevadas influenciaram no agravamento da crise. Contudo, para conter o avanço da doença, além de investir na imunização de ambientes externos, autoridades ainda definiram penalidades para quem auxiliar na propagação do mosquito.
Chikungunya: conheça os sintomas do vírus
A chikungunya compartilha sintomas com a dengue, como febre alta, dores de cabeça e manchas vermelhas, mas se distingue pela dor crônica nas articulações, que pode persistir por anos.
Como ainda não há uma cura para o vírus, é essencial procurar assistência médica ainda durante a manifestação dos primeiros sintomas para que o tratamento de suporte seja definido corretamente.
Vacina: imunizante contra o vírus enfrenta controvérsias
O Instituto Butantã anunciou recentemente estar desenvolvendo uma vacina contra a chikungunya, em parceria com a empresa farmacêutica Valneva, que contém uma versão viva, mas atenuada do vírus causador da doença.
O imunizante recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril deste ano. Por outro lado, a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, decidiu suspender a licença da vacina em agosto.
A decisão foi influenciada por relatos de efeitos adversos graves, como hospitalizações e mortes, após a aplicação. Sendo assim, ainda não se sabe se a vacina precisará voltar para os laboratórios.




