Após inspeção sanitária, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) ordenou o recolhimento imediato de todos os produtos da empresa Verdeflora Produtos Naturais Ltda., que atua no mercado com o nome Natuforme Produtos Naturais.
Durante a visita do órgão, que ocorreu em meados de agosto, foram encontradas diversas irregularidades graves na fábrica da empresa, relacionadas principalmente às condições de higiene, segurança e funcionamento.
Com a interdição expedida na última quarta-feira (3), a Natuforme está totalmente proibida de vender, distribuir, divulgar ou manter em circulação qualquer item sob sua responsabilidade, até que a situação seja regularizada. Os produtos afetados incluem (via Seu Crédito Digital):
- Suplementos alimentares naturais;
- Chás e infusões;
- Vitaminas e complexos fitoterápicos;
- Produtos com alegações de emagrecimento ou energéticos;
- Alimentos rotulados como funcionais ou terapêuticos.
Todos os estabelecimentos, incluindo farmácias, supermercados, lojas de produtos naturais, feiras e e-commerces, têm a obrigação de retirar imediatamente de circulação quaisquer produtos da marca encontrados em seu estoque, sob risco de multa e interdição sanitária.
Já para os consumidores, a ANVISA recomenda a suspensão imediata do uso de produtos da Natuforme. E em caso de sintomas após o uso, é importante buscar atendimento médico imediato e relatar o ocorrido para a vigilância sanitária.
Acúmulo de problemas: todas as irregularidades encontradas pela ANVISA na inspeção
A inspeção da Anvisa, que constatou violações às Boas Práticas de Fabricação de Alimentos (BPF), revelou uma dezena falhas na fábrica da Natuforme que comprometiam seriamente a qualidade dos produtos. São elas:
- Condições inadequadas de higienização e conservação: excesso de sujeira acumulada e graves falhas de estrutura em todo o local;
- Uso de produtos de limpeza não regularizados: produtos sem comprovação de eficácia ou segurança eram utilizados nos procedimentos de limpeza;
- Falhas no controle de pragas e vetores: presença de vestígios de roedores e insetos em áreas de estocagem e ausência de um plano de controle da situação;
- Falta de rastreabilidade dos insumos: matérias-primas sem registro;
- Problemas na armazenagem: estoque mal organizado, sem separação entre produtos e sem controle de temperatura e umidade;
- Ausência de equipamentos básicos: realização de produção sem equipamentos mínimos exigidos por norma;
- Inexistência de controle de qualidade: falta de equipe técnica capacitada e de processos de análise de produtos;
- Ausência do Programa de Controle de Alergênicos (PCAL): alto risco de contaminação cruzada;
- Rótulos sem advertência de risco de alergênicos: privação de informação ao consumidor
- Ausência de licença sanitária: falta de registro válido e condições sanitárias adequadas para armazenamento de alimentos e suplementos.




