A Fifa divulgou que foram selecionados 170 oficiais de arbitragem para trabalhar na competição.
A lista conta com 52 árbitros principais, 88 assistentes e 30 árbitros de vídeo (VAR), representantes de 50 federações nacionais e das seis confederações continentais.
Segundo informações publicadas pela imprensa britânica, árbitros selecionados para o Mundial poderão receber mais de US$ 100 mil ao longo da competição, somando a remuneração fixa paga pela Fifa e os bônus por participação em jogos das fases decisivas.
Copa maior exige mais árbitros
Pela primeira vez, a Copa do Mundo terá 48 seleções e 104 partidas. Para efeito de comparação, o Mundial do Catar, em 2022, contou com 64 jogos.
A ampliação obrigou a Fifa a aumentar o número de árbitros e a reforçar a preparação dos profissionais responsáveis por conduzir as partidas.
Segundo Pierluigi Collina, presidente da Comissão de Arbitragem da Fifa, os escolhidos passaram por um processo de avaliação que durou mais de três anos. O desempenho em campeonatos nacionais, competições continentais e torneios organizados pela própria Fifa foi levado em consideração durante a seleção.
Brasileiros estão entre os selecionados
Entre os nomes escolhidos pela Fifa estão Wilton Sampaio, Raphael Claus e Ramon Abatti Abel, além de assistentes e profissionais ligados ao VAR. O Brasil é um dos países com maior representação entre os árbitros da América do Sul.
A definição das escalas acontece ao longo da competição, com base no desempenho dos árbitros e nos critérios técnicos adotados pela comissão de arbitragem.
Pressão aumenta a cada edição
Nos últimos dias, um episódio que envolve o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan mostrou que os desafios da profissão vão além das quatro linhas: selecionado para trabalhar no Mundial, ele acabou impedido de entrar nos Estados Unidos por questões migratórias e ficou fora da competição.
Considerado um dos principais árbitros africanos da atualidade, Artan seria o primeiro somali da história a atuar em uma Copa do Mundo.




