Embora tenham se tornado extremamente populares entre pessoas que buscam emagrecer com mais facilidade, medicamentos como o Mounjaro têm como objetivo central auxiliar no tratamento de diabetes tipo 2 e controle de peso crônico.
E justamente por conta desta funcionalidade, o medicamento injetável à base de tirzepatida, desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, integrará um projeto do governo de São Paulo que promete distribuir Mounjaro gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa ocorrerá exclusivamente na cidade de Urupês, no interior do estado e, de acordo com o que foi divulgado pelo prefeito Beto Cacciari (PL) em suas redes sociais, contemplará 200 dos 13 mil habitantes da região com a oportunidade.
Além de receberem o Mounjaro gratuitamente, os pacientes selecionados ainda terão suporte completo de uma equipe multidisciplinar composta por endocrinologistas, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e assistentes sociais.
Para preencher as vagas oferecidas, os cidadãos de Urupês precisarão atender a algum dos critérios de elegibilidade que foram divulgados no comunicado de Cacciari. São eles:
- Estar na fila da cirurgia bariátrica e em vulnerabilidade social;
- Ter mais de 40 anos, exceto se o IMC for maior que 40 kg/m²;
- Possuir IMC maior que 35 com comorbidade ou maior que 30 com duas comorbidades;
- Ter passado por uma tentativa de tratamento não farmacológico por no mínimo 6 meses.
Por que o Mounjaro é tão caro?
Assim como outros medicamentos semelhantes, o Mounjaro apresenta um preço excessivamente elevado no país, exigindo um investimento de mais de R$ 3 mil por mês. Por conta disso, ele acaba ficando inacessível a uma grande parcela da população.
Contudo, é importante destacar que existem diversos fatores que explicam os preços praticados, a começar pela complexidade de produção. Afinal, diferentemente de outros medicamentos, o Mounjaro age em dois receptores hormonais (GLP-1 e GIP), o que amplia sua eficácia.
Consequentemente, estes resultados atraem a alta demanda, o que também contribui para o aumento dos preços. Além disso, por se tratar de uma patente exclusiva da Eli Lilly, ainda não é possível baratear o Mounjaro por meio da concorrência com genéricos.




