O sistema de estacionamentos nas ruas do Rio de Janeiro passará por mudanças tecnológicas e pode significar o fim dos ‘flanelinhas’ em alguns locais. Na última quarta-feira (26), o prefeito Eduardo Paes sancionou a Lei nº 9.157/2025, que institui a Área Azul Digital.
Este novo modelo de estacionamento rotativo integrará soluções tecnológicas, como pagamentos via aplicativos, PIX e cartões, visando encerrar a atuação irregular dos flanelinhas na cidade. A sanção foi publicada no Diário Oficial, marcando uma nova etapa no uso das vagas públicas na capital carioca.
O que muda e o que se espera?
A implementação do sistema estabelece que qualquer cobrança por vagas nas vias públicas, que não seja feita pelos canais autorizados pela prefeitura, será estritamente proibida.
A expectativa é que essa medida aumente a segurança para os motoristas, pondo fim a práticas de extorsão por guardadores ilegais. Para isso, a lei prevê a credencialização formal dos guardadores, oferecendo-lhes condições de trabalho regularizadas, além de integrar tecnologia para o monitoramento em tempo real das vagas disponíveis.
Impacto nas ruas do Rio
A digitalização do sistema de estacionamentos promete transformar a dinâmica das ruas do Rio de Janeiro. A operação do serviço poderá ser conduzida pela administração municipal ou por concessões ou parcerias com a iniciativa privada.
Essa modernização ocorrerá de forma gradativa, adaptando-se às necessidades de cada bairro, promovendo não só o combate à ilegalidade, mas também uma experiência melhorada para motoristas.
Dados de 2023 mostram que havia 1.581 flanelinhas atuando na cidade, cobrando taxas entre R$ 15 a R$ 100 por vaga. A nova lei impede cobranças não autorizadas e implementa penalidades administrativas a práticas irregulares, assegurando uma ocupação das vagas mais segura e ordenada.
Reformulação do trabalho dos guardadores “flanelinhas”
A Área Azul Digital não apenas coíbe práticas abusivas, mas também formaliza o trabalho dos guardadores que já atuam corretamente.
O sistema permitirá a venda de créditos digitais, oferecendo um controle mais rigoroso da arrecadação. Modelos digitais semelhantes já operam em cidades como São Paulo e Niterói.
Com essa iniciativa, a cidade do Rio de Janeiro pretende se alinhar às práticas modernas de gestão de estacionamento, integrando tecnologia à segurança urbana.
A mudança representa uma tendência de urbanização inteligente, que potencializa a utilização dos espaços públicos de forma mais eficiente.




